28/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Amazonino vê Braga agindo no TCE para provocar a reprovação das contas de 2018

Publicado em 18 de junho, 2019

Amazonino vê Braga agindo no TCE

Amazonino vê Braga agindo no TCE, para desaprovar as contas de 2018, uma das grandes derrotas políticas do amazonense que mais vezes foi governador

O ex-governador Amazonino Mendes comentou a desaprovação de suas contas, de 2018, no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Recorreu a um chavão que usou muito em seus quatro mandatos, sempre que algum ato dele era reprovado: “Foi excesso de zelo”. E lembrou que Ari Moutinho e Júlio Pinheiro, dois dos três votos pela desaprovação, foram nomeados pelo senador Eduardo Braga. A insinuação é clara de que Braga teria “mexido os pauzinhos”, nos bastidores, pela desaprovação.

O terceiro e decisivo voto, porém, no 3 a 2 da votação, foi do conselheiro Érico Desterro. Ele é um técnico de carreira, oriundo do Ministério Público de Contas do TCE.

Amazonino havia sido acusado, pelo governador Wilson Lima, de deixar um rombo de R$ 2 bilhões nas contas estaduais. Esse déficit se reflete nas contas deste ano e pode provocar graves consequências ao Estado. Bloqueio de contas e impedimento de obtenção de empréstimos estão entre elas. O Estado, segundo técnicos da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), pode encerrar 2019 ainda devendo R$ 1,6 bilhão.

 

Problema no Fundeb

A desaprovação, no entanto, veio por outro motivo. Houve problema no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Amazonino se defende: “Pagamos R$ 300 mil indevidos a um professor, mas o dinheiro foi ressarcido e não houve prejuízo ao Estado”.

O ex-governador, quando prefeito, não reuniu aprovação popular e desistiu de concorrer à reeleição. Governador, em 2018, disputou a reeleição no cargo e perdeu novamente, desta vez para o novato Wilson Lima.

Amazonino afirma, na nota distribuída à imprensa, que vai recorrer “administrativamente” ao TCE. E lembra que “a decisão não é definitiva”, mas “um parecer técnico prévio para enviar à Assembleia Legislativa“. “Os deputados vão fazer o julgamento político”, disse.

O grupo político de Amazonino, na atual legislatura, se resume aos deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas. Entre os 24 parlamentares, eles são os mais acirrados oposicionistas ao governador Wilson Lima.

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