16/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

NO VERMELHO Amazonas tem 1,3 milhão de pessoas com contas em atraso

Publicado em 06 de junho, 2019

O Amazonas tem 1,3 milhão de pessoas com contas atrasadas, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (7), pela Serasa Experian. No Estado, mais da metade da população adulta está inadimplente.

Os dados se referem ao mês de abril de 2019 e apontam que, embora expressivos, houve redução da inadimplência em um ano, no Amazonas. Enquanto em abril de 2018 havia 1.365.042 pessoas com contas em atraso e negativadas, este ano o número recuou para 1.329.714 consumidores.

Com os números, o Amazonas tem 50,4% da população adulta em situação de inadimplência e negativada ou seja com o ‘nome sujo’. O resultado é um dos mais altos do País, atrás somente de Roraima (59,7%), Amapá (52,4%) e do Acre (50,6%), aponta a Serasa.

Recorde

Em nível nacional, o número de brasileiros inadimplentes (63,2 milhões), é recorde e significa que 40,4% da população adulta do País está com dívidas atrasadas e negativadas.

Na comparação com o mesmo mês de 2018 (61,2 milhões), são dois milhões a mais de pessoas inadimplentes, alta de 3,2%.

Treze das 27 Unidades da Federação estão com índice de inadimplência acima da média nacional, sendo as regiões Norte e Sudeste as mais afetadas.

“Além dos impactos gerados pela insuficiência da educação financeira do brasileiro, a inadimplência é uma variável que segue as principais tendências do cenário econômico nacional. Neste sentido, com a estagnação da economia, aumento do desemprego e da inflação ao longo dos primeiros meses de 2019, que impactam diretamente o orçamento doméstico, continuamos a bater recordes no número de consumidores com contas em atraso”, explica Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Bancos e cartões

O segmento de bancos e cartões é o que tem o maior número de dívidas vencidas e não pagas, por isso, o aumento da representatividade de janeiro a abril é o que mais preocupa, segundo Rabi.

“Este crescimento demonstra a dificuldade em honrar um tipo de pagamento que costuma ser prioridade das famílias. Isso é um sinal de que as pessoas já tomaram crédito para quitar outras dívidas e chegaram no ponto de não conseguirem pagar nem este empréstimo. Se mantido ao longo dos próximos meses, este movimento pode fazer com que o spread bancário aumente, deixando os juros ainda mais caros para o consumidor”, diz o economista.

O crescimento da inadimplência do consumidor em abril de 2019, na relação com o mesmo mês de 2018, foi puxado pelas dívidas não honradas com o segmento de água, energia elétrica e gás. A telefonia aparece em segundo lugar.

Já varejo e serviços apresentaram queda, uma sinalização de que a oferta de crédito nestes segmentos pode estar encolhendo.

Educação financeira

Ainda que o desemprego continue sendo o maior vilão da inadimplência, a falta de educação financeira também impacta o orçamento dos brasileiros, principalmente em períodos de crise.

Um estudo da Serasa Experian em parceria com o Ibope Inteligência e o Instituto Paulo Montenegro mostra que a renda e a escolaridade têm pouco impacto no aprendizado financeiro da população.

A análise feita a partir do cruzamento dos dados do Índice Nacional de Educação Financeira (INDEF) e do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) mostra que a vivência traz mais aprendizado aos brasileiros. “Com o alto índice de inadimplência no país, é preciso buscar alternativas para ensinar em sala de aula este aprendizado conquistado com a prática”, comenta Luiz Rabi.

Veja mais notícias em Economia

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.