Perfis falsos
Durante as diligências em torno do caso, foi apurado que o infrator costumava criar perfis falsos em redes sociais e passava a manter conversas com adolescentes. Ele obtinha os números das vítimas por meio de grupos no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.
“Ele agia criando perfis falsos de garotas da mesma faixa etária das vítimas para ir conseguindo a confiança da menina. Após o sentimento de confiança adquirido, ele inseria no contexto das conversas vídeos e imagens de cunho sexual. Na sequência, ele montava a imagem dessa vítima em um perfil de nudez e, a partir daí, passava a chantagear a vítima, dizendo que iria publicar as imagens nas redes sociais, com o intuito de conseguir um encontro sexual”, detalhou Coelho.
Sob as ameaças de divulgação da imagem, a vítima acabou sendo atraída pelo infrator. “Após o primeiro encontro mediante a ameaça, ele filmou o ato sexual, fotografou e, com esse material, planejava continuar obtendo encontros com essa vítima”, disse a autoridade policial.
Durante os trabalhos, os policiais civis constataram que o líder comunitário mantinha conversas com muitas adolescentes e crianças, por meio do aplicativo de mensagens instantâneas. O infrator também armazenava imagens e vídeos contendo cenas de sexo com crianças e adolescentes em dois aparelhos celulares. Os telefones e um pen-drive foram apreendidos ao longo dos trabalhos. “O flagrante é um alívio para essa vítima. Nossa equipe encontrou no telefone dele mais de 20 conversas com crianças e adolescentes nessa faixa etária”, relatou a delegada.
Francisco Hedilberto foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável, ameaça e por fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornográfico envolvendo criança ou adolescente. Ao término dos procedimentos cabíveis, ele será levado para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, bairro São Francisco, zona sul da capital.