Wilson Lima discute situação de venezuelanos no Amazonas com a ONU

Foto: Diego Peres/Secom

O governador do Amazonas, Wilson Lima, se reuniu nesta terça-feira (21) com representantes de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e com o coordenador operacional da Força-Tarefa Logística Humanitária de Roraima, general Eduardo Pazuello, para discutir experiências e desafios no atendimento de refugiados e migrantes.

No encontro, a comitiva apresentou ao governador o Programa de Interiorização de Venezuelanos, que completou um ano em abril, e levou mais de 5 mil pessoas para 67 cidades brasileiras.

Manaus foi um dos locais que recebeu imigrantes por meio do programa de interiorização do Governo Federal. Foram estabelecidas quatro modalidades de interiorização: encaminhamento para abrigos na cidade de destino, viagem já com vaga de trabalho definida, reunião familiar e sociedade civil.

Além do general Pazuello, participaram do encontro com o governador representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e as titulares das Secretarias de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Caroline Braz, e de Assistência Social (Seas), Márcia Sahdo.

Para o governador Wilson Lima, o cenário que se desenhou no Amazonas é semelhante ao que Roraima, ainda que em menor proporção. “Temos que discutir e desenvolver ações em conjunto e encontrar boas soluções para venezuelanos e brasileiros. Um abrigo improvisado se instalou no entorno da rodoviária da capital e isso tende a aumentar se não agirmos. Já trabalhamos em parceria com a Prefeitura, e o Estado está disposto a contribuir no que for possível”, afirmou.

Acolhidos em Manaus

Até o dia 29 de março deste ano, foram acolhidas 757 pessoas em Manaus. A Rodoviária da capital tinha 462 pessoas; no Abrigo do Coroado: 178; no Tarumã: 142 pessoas; no Alfredo Nascimento: 437.

De acordo com a secretária Caroline Braz, o Governo do Estado está trabalhando de forma integrada com órgãos municipais e estaduais com o objetivo de solucionar as demandas relacionadas à migração e refúgio. “Nosso objetivo, através deste encontro, é conhecer mais do modelo de acolhimento que já está dando certo para que estas medidas também sejam aplicadas em nosso Estado, além de conseguir recursos para ações”, afirmou.

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