
Foto: Aguilar Abecassis/CMM
O pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Unimed Manaus recebeu 23 assinaturas, número maior que o necessário para ser implantada na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A informação é do vereador Professor Fransuá Matos (PV), propositor da comissão.
Nesta quarta-feira (15), durante pronunciamento na Câmara, Fransuá informou que assinou o pedido de instalação da Comissão Parlamentar para investigar a situação da cooperativa Unimed Manaus, que enfrenta crise financeira e está sob Regime Fiscal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O Regime Fiscal significa severa vigilância nas contas da Unimed, após ser descoberto um rombo de R$ 500 milhões na cooperativa.
De acordo com o parlamentar, a Unimed Manaus, somente em dívidas correspondentes a tributos federais, estaduais e municipais, deve mais de R$ 350 milhões. Uma dívida desse porte, diz o vereador, representa risco de “calote” ao erário público, o que justifica a instalação de uma CPI. A comissão também servirá para averiguar a situação da demissão dos colaboradores, a situação dos cooperados e como está sendo realizado o atendimento aos clientes da Unimed Manaus.
“A Unimed Manaus já passou de todos os limites com os funcionários, usuários e cooperadores. A má gestão e irresponsabilidade levaram a esse caos e agora vamos a fundo investigar os reais motivos”, informou Fransuá.
Demissões
Fransuá declarou que, segundo informações prestadas por uma comissão de ex-funcionários da Unimed, foi realizada uma denúncia primária ao Ministério Público do Trabalho (MPT), relatando que a Unimed Manaus demitiu 280 colaboradores em dezembro de 2018 e 150 em janeiro de 2019, sem atender as conformidades da CLT.
A CPI precisa de um terço de assinaturas para ser instalada, ou seja, de 14 assinaturas dos 41 vereadores da CMM. Até a manhã de quarta-feira, a comissão recolheu 23 assinaturas e agora aguarda parecer da Procuradoria da Casa quanto à legalidade de sua instalação.
A assessoria de imprensa da CMM informou às 11h45 desta quinta-feira (16) que, até aquele momento, o vereador Fransuá ainda não havia dado entrada no pedido de abertura da CPI.
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