27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Saiba como identificar sinais de um relacionamento abusivo

Publicado em 09 de maio, 2019

Relacionamentos abusivos são caracterizados de diferentes formas e, muitas vezes, podem ser negligenciados pela vítima ou família. Com o objetivo de combater a violência contra mulheres no Estado, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), orienta, recebe e encaminha mulheres vítimas de violência doméstica e oferece atendimento em programas de ressocialização aos cumpridores da Lei Maria da Penha.

Para identificar um relacionamento abusivo é preciso estar atento aos sinais expostos no dia a dia. De acordo com a psicóloga Fátima Soares, do Serviço de Atendimento, Responsabilização e Educação ao Agressor (Sare), entre os sinais de um relacionamento abusivo estão o controle psicológico, imposição de comportamentos, o monitoramento de ações e de redes sociais, além de ameaças que podem resultar na violência física ou feminicídio.

“Em quase 70% dos casos de violência, o agressor apresenta comportamentos abusivos que podem ser despercebidos no dia a dia. Geralmente as agressões começam com palavrões, gritos, empurrões e também pressão por conta da dependência financeira ou psicológica. O agressor costuma cometer o abuso e pedir desculpas logo em seguida”, explica. “A violência se torna um ciclo onde as vítimas passam pelo abuso verbal, em seguida para o abuso físico e, nos piores casos, pode chegar até a morte”, alerta a psicóloga.

Acolhimento

Mulheres vítimas de violência podem procurar a rede de serviços da Sejusc. O órgão oferece, em suas unidades, atendimento social e psicológico, orientação jurídica, rodas de conversas sobre violência doméstica e familiar, além de abordagens informativas.

O Governo do Estado oferece ainda suporte por meio do Serviço de Apoio Emergencial a Mulher (Sapem), com orientação social, acompanhamento psicológico e jurídico, condução da vítima para exames no Instituto Médico Legal, além da busca de pertences e acolhimento provisório; e do Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (Cream), que oferece atendimento social, psicológico, com encaminhamento para benefícios sociais.

A secretária da pasta, Caroline Braz, afirma que a nova política para mulheres adotada pela Sejusc atua na prevenção de casos de violência e incentivo à independência financeira.

“Nosso trabalho, além de acolher e mostrar que estamos do lado das vítimas nessas situações, mostrando principalmente que a culpa pelo abuso sofrido não é da vítima, é trabalhar com a prevenção dos casos. O primeiro passo para enfrentar a violência doméstica é incentivar a independência financeira”, explica.

A Sejusc também realiza o acompanhamento psicossocial de cumpridores da Lei Maria da Penha. Durante o programa, os cumpridores da medida participam de rodas de conversa com a presença de psicólogos, que realizam atividades em grupo a cada 15 dias e, durante as dinâmicas, captam informações relevantes para o tratamento.

Como denunciar

Entre os canais disponíveis para denúncias estão o disque 190, 180 e 181, da Central de Atendimento à Mulher, além de qualquer posto policial e da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher. A Sejusc também dispõe do Serviço de Apoio Emergencial a Mulher para orientar a população.

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