
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom) protocolou um documento nesta quinta-feira (2) no Ministério Público do Estado (MP-AM), pedindo que o órgão faça a mediação da categoria junto ao Governo do Estado.
A categoria teve reunião nesta quinta-feira com a procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara. “Fomos recebidos pela Dra. Leda Mara, que com bastante solicitude, dentro das atribuições que compete ao MPE, assumiu o compromisso de entrar imediatamente em contato com o governador Wilson Lima para que ele possa solucionar o quanto antes o problema da greve”, disse a coordenadora-geral do Asprom Sindical, Helma Sampaio.
A categoria destaca que, quanto mais a greve se estende, mais fica complicado fazer a reposição das aulas com qualidade.
No documento entregue ao MP, a categoria destaca que “este impasse, sem negociação concreta, faz com que a greve se prolongue por tempo indeterminado, visto que os trabalhadores estão convictos de permanecerem paralisados até conquistarem aumento real de salário”.
Os professores estão em greve há mais de 15 dias e querem 15% de reajuste salarial, entre outros pleitos.
Ainda no documento protocolado, o Asprom Sindical diz que o Ministério Público do Estado pode cobrar o Governo para que este apresente uma proposta de aumento real à categoria.
Comissão
Na última segunda-feira (29), o vice-governador do Estado e chefe da Casa Civil, Carlos Almeida Filho, se reuniu com os representantes dos trabalhadores em Educação e assumiu o compromisso de ouvir profissionais indicados por eles durante elaboração de estudo de viabilidade econômica que será feito pelos técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).
O Governo está esperando um entendimento da categoria para enviar à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o projeto de lei que concede a reposição salarial de 3,93%. Na reunião, Almeida também disse que, caso haja necessidade de maior reposição e se for possível, outro projeto será enviado à Casa Legislativa.
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