
Mais de 70 pessoas ficaram feridas, depois do dia de protestos em Caracas, capital da Venezuela, nesta terça-feira (30). Os números foram divulgados após o último balanço oficial.
As manifestações iniciaram na manhã desta terça-feira, quando o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, convocou a população para ir às ruas. Na ocasião, ele declarou ter apoio de militares para pôr fim ao governo de Nicolás Maduro.
Não demorou muito para o regime reagir contra os opositores. A Guarda Nacional Bolivariana usou bombas de efeitos moral, balas de borracha e até carros blindados do Exército contra os manifestantes que foram às ruas protestar contra o atual regime. Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram um tanque militar atropelando manifestantes.
Preso político
A declaração de Guaidó foi feita nas proximidades da base aérea La Carlota, onde aconteceram os principais pontos de conflitos durante o dia. Juan estava na companhia do político Eduardo Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar.
Leopoldo foi libertado por um grupo de militares de baixa patente que se voltaram contra Maduro. Ele foi condenado pelo regime a 13 anos e 9 meses de prisão. Um indulto foi concedido a ele pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó.
Após o breve discurso de Guaidó convocando a população, Leopoldo pediu asilo político na embaixada do Chile em Caracas. O ministro das Relações Exteriores do Chile, Roberto Ampuero, confirmou que Leopoldo, sua esposa e a filha do casal foram para a embaixada chilena na condição de “hóspedes”. À noite, Leopoldo saiu da embaixada, mas sua família permanece no local. Não se sabe onde o político está.
Maduro
No Twitter, Maduro disse: “Nervos de Aço! Conversei com os comandantes de todas as REDI e ZODI do país, que me manifestaram sua total lealdade ao povo, à Constituição e à Pátria. Convoco a máxima mobilização popular para assegurar a vitória da paz. Venceremos!”. O líder venezuelano se referiu às Regiões de Defesa Integral e Zonas de Defesa Integral.
Já Guaidó afirmou nas redes sociais que se encontra com as principais unidades militares das Forças Armadas e que deu início à fase final da chamada “Operação Liberdade”.
Um novo discurso de Guaidó é esperado ainda para essa noite.
Militares
Ao longo do dia, cerca de 25 militares pediram asilo na embaixada brasileira. Militares que desertaram usavam faixas azuis nos braços durante os protestos.
Veja os vídeos
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Reportagem: David Batista
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