
O anúncio da representação foi feito hoje, na Aleam, quando o parlamentar deu entrada em requerimento, pedindo esclarecimentos quanto ao suposto esquema de cobrança de propina praticado por Marcelo Alex Hossaine e o então titular da Susam, Carlos Almeida. Foto: Divulgação
O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) vai ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) nesta sexta-feira (5), às 10h, para dar entrada numa representação contra o Governo do Amazonas pelo suposto esquema de recebimento de propina por agentes públicos em troca de benefícios nas licitações e contratos junto às secretarias de estado, que teriam culminado nas exonerações, bem como mudanças no secretariado.
O anúncio da representação foi feito hoje, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), quando o parlamentar deu entrada em requerimento, na Casa, pedindo esclarecimentos quanto ao suposto esquema de cobrança de propina praticado por Marcelo Alex Hossaine e o então titular da Susam, Carlos Almeida.
As ações ocorrem após os veículos de comunicação divulgarem, nos últimos dias, que “agentes públicos do atual governo estariam usando nomes de secretários para impor cobrança de propina junto a empresários que possuem crédito com a Susam”.
Nestas divulgações, aliás, a imprensa afirma a existências de mídias – áudio e vídeo – que comprovam o envolvimento de Marcelo Alex Hossaine Nunes negociando pagamento de 30% para a renovação de contratos de empresas com a Seduc e Susam.
Veículos de comunicação também dispararam que o vice-governador Carlos Almeida teria usado o vídeo para chantagear o governador Wilson Lima e pedir a demissão do braço direito (Marcelo Alex) do governador.
“Essas informações precisam ser esclarecidas com urgência à população. Seduc e Susam têm verbas estadual e federal e é necessário transparência, afinal, nem o Governo foi capaz de se posicionar até o momento. Estão calados diante de denúncias, matérias e repercussões na Assembleia do Amazonas e até agora a Secom (Secretaria de Comunicação Social) não envia uma nota desmentindo a informação. Se é verdade, que se apurem os fatos e os envolvidos possam ser penalizados. Se não é, que essas informações possam ser desmentidas com respaldo”, destacou Wilker.
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Segundo o parlamentar, diante de completar cem dias, o Governo ainda está em colapso e não realizou realinhamento gerencial. “Tudo indica que deve ter ocorrido não uma reforma administrativa, e sim uma punição aos secretários”, alertou.