
Foto: Robervaldo Rocha/CMM
Vereadores de Manaus usaram a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (2), para pedir mais investimento das autoridades em escolas e instituições que atendem a crianças com autismo. Nesta terça, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
O vereador Bessa (Solidariedade) citou uma reportagem em que se aponta o aumento no índice de alunos com autismo nas escolas públicas e falou sobre o preparo dos profissionais. “O grande desafio da escola é preparar os profissionais para receber essas crianças, que são crianças extraordinárias”, disse Bessa, fazendo um alerta às autoridades locais para que invistam na qualificação e estrutura de escolas do interior para atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Roberto Sabino (PHS) afirmou que o diagnóstico do autismo é muito difícil e que os pais sentem muita dificuldade em descobrir se seus filhos tem o transtorno. O parlamentar disse que protocolou um projeto que institui o cartão de identificação para quem tem o autismo. “Se a pessoa sai na rua e não pode se expressar, o cartão já está dizendo tudo”, ressaltou, também pedindo investimento das autoridades em órgãos e instituições que cuidam desse transtorno.
Ensino
Para a vereadora Professora Jacqueline (PHS), é preciso compreender que as crianças com autismo precisam de conteúdo específicos que ajudem a estimular suas habilidades. “Nós temos que unir forcas para que tenhamos um melhor olhar para a aprendizagem, com uma equipe multidisciplinar nas salas”, disse.
Outro desafio, na avaliação do vereador Elias Emanuel (PSDB), é auxiliar o professor para que este consiga ensinar as crianças com o TEA. O parlamentar defendeu que quanto mais rápido for o diagnóstico, melhor será o processo de aprendizagem.
Um centro de atendimento para crianças autistas e suas famílias é uma das alternativas, segundo a vereadora Mirtes Salles (PR). “Defendo um centro de atendimento. A mãe, muitas vezes, tem que ficar na sala de aula para controlar a criança, que tem um transtorno. A mãe precisa de apoio também”, disse.
Outra sugestão dos vereadores é destinar um monitor na sala de aula para cada criança com o TEA.
Texto: Laís Motta