
Delegada aguarda laudo de psicóloga e do IML para seguir com investigação, onde a própria mãe é suspeita. Foto: Divulgação
A bebê de 13 meses, que morreu nesta quarta-feira (20), com suspeita de estupro de vulnerável, tinha Síndrome de Down e sofreu uma parada cardiorrespiratória dentro do shopping Cidade Leste, na zona Leste, levada pela mãe, uma mulher de 41 anos, em busca de socorro.
A mãe, que sofre de esquizofrenia, foi ouvida por uma psicóloga, que nesta quinta-feira (21) deve apresentar à delegada titular da Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Joyce Coelho, um laudo sobre a responsável. Não foi descartada a possibilidade da própria mãe ter cometido abuso sexual contra a filha.
Segundo a delegada, a mãe disse que teria seis filhos, mas apenas o bebê ficava sob seus cuidados. Os demais ficavam com a avó materna. Conforme Joyce, de acordo com os médicos, a pequena estava ainda com pneumonia, além de apresentar fortes indícios de estupro. Um laudo de exame de corpo de delito do Instituto Médico Legal (IML) também é aguardado para confirmar o abuso.
A mulher pediu ajuda nesta tarde em um posto da Ouvidoria do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). A mãe não soube dar informações coerentes sobre o caso.
A Depca foi acionada pelo MP-AM, que também chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para socorrer a criança, que estava visivelmente passando mal, tendo convulsão e com falta de ar. Na Ouvidoria, ao chegar, a mãe foi mostrando que a filha foi abusada, tirando sua fralda.
A avó materna e uma tia foram ouvidas na delegacia. O Samu fez os procedimentos de reanimação, mas a bebê não resistiu. Segundo a delegada, que foi até o shopping, era visível que a criança necessitava de cuidados especiais. O MPAM divulgou nota sobre o caso, onde conta que a bebê chegou viva ao posto na zona Leste de Manaus.
“Na mesma hora, a criança começou a apresentar convulsão para a qual foi chamada a brigada de emergência do referido centro de compras. A equipe especializada fez o atendimento emergencial, chamou uma ambulância do Samu, porém a criança veio a óbito ainda no local”, relata o Ministério Público na nota.
“O MPAM, por intermédio de sua Ouvidoria, informa que estará acompanhando o caso e espera o recebimento da denúncia a ser formulada pela Polícia Civil, conforme preceitua a Lei Processual”, finaliza o órgão.
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