
A sangria é uma ótima opção para refrescar no Carnaval, mas se for levar para o bloco, lembre-se do bom acondicionamento (gelo), pois o vinho e/ou espumante estará em contato com frutas frescas. Foto: Divulgação
A temporada carnavalesca está oficialmente lançada e junto com as cores, os acessórios, bandas, blocos e as fantasias, já foi o tempo que o folião só bebia cerveja no Carnaval.
O brasileiro bebeu mais vinho no primeiro quadrimestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017, apesar de toda a crise. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), as vendas da bebida subiram 12,30%, e as de espumante, 14,77%.
A própria história relaciona o vinho, Carnaval e Dionísio. Segundo conta o gerente comercial de bebidas da Top Internacional, o sommelier Fabio Maia, numa viagem do Deus do Vinho, ele promoveu uma série de comemorações em seu próprio culto. As festas passaram para a sociedade cultuar a fertilidade e a fartura.
“Consumimos o líquido de cor púrpura nas nossas comemorações desde todos os tempos. E o Carnaval trás a todos os seus seguidores muita alegria, descontração, informalidade. Não há segredos aqui, pois o espumante sempre será a bebida mais fresca e alegre para o momento. As borbulhas traduzem frescor e uma sinestesia que sintetiza celebração à boca”, diz o sommelier.
Veja dicas de como substitutir ou mesmo variar a tradicional breja gelada pelos vinhos, na entrevista ao Portal Marcos Santos. Ah, e por conta da graduação alcoólica do vinho, a tendência é o folião beber menos e manter a diversão.

Quanto aos cortes sempre gosto de indicar para estes momentos os espumantes que garantem uma certa acidez, com um pouco menos de fruta, ou os extra-bruts ou nature, que possuem muito menos açúcar. Os mais ácidos e frescos seriam Chandon Brut Reserve (Riesling Itálico, Pinot Noir e Chardonnay), Marco Luigi Espumante Tributo Brut (Chardonnay e Pinot Noir), Freixenet Carta Nevada (Macabeo, Parellada, Xarel-lo), como todos os outros nacionais de mesmo peso, Lídio Carraro, Casa Valduga, Miolo, Família Bebber.
Enquanto nos vinhos estamos seguindo a linhagem europeia de produção, o espumante nacional tem personalidade própria. Há nacionais de excelente preço e custo benefício, como Terra Nova. Já para os que gostam de menos açúcar, indicaria Luiz Argenta Nature Rose inacreditavelmente cremoso com 36 meses de maturação, amendoado e leve, com aromas intensos de fores, (este para os mais exigentes)! Nos vinhos tranquilos, nada melhor do que um Savingnon Blanc (Portillo Savignon Blanc), um belo Pinot Grigio (Callia Alta Pinot Grigio) ou o meu preferido o Soave (Bottega). Dionísio soube agradar os profanos com a uva Garganega!
E porque não? Hoje temos uma variedade incrível de drinks com todos os tipos de bebida e o mesmo acontece com o vinho ou espumante. É o caso da Mimosa (espumante com qualquer outro suco cítrico que tenha a mão, mas tem que ser cítrico. O mix mais comum é com laranja), Kir Royal (drink preferido do famoso detetive Agatha Christie, onde vai numa flute uma parte de espumante e outra de licor de cassis), ou mesmo os espumantes Ice, que levam um toque a mais de açúcar e Chardonnay, que equilibra a bebida a ponto de inserir duas pedras de gelo e frutas cítricas. Também tem limonada com vinho branco (prefira um vinho mais adocicado, como um frisante ou lambrusco). A sangria é uma ótima opção para refrescar no Carnaval, mas se for levar para o bloco, lembre-se do bom acondicionamento (gelo), pois o vinho ou espumante estará em contato com frutas frescas.
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