
O advogado Lino Chíxaro está detido desde o dia 12 e teve a prisão prorrogada por mais cinco dias. Foto: Divulgação
O advogado Lino Chíxaro, ex-deputado estadual e ex-presidente da Companhia de Gás (Cigás), e mais três presos na Operação “Cashback”, da Polícia Federal, tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 5 dias.
A decisão foi da juíza federal da 4ª Vara da Justiça Federal, Ana Paula Serizawa. A “Cashback” é um desdobramento das investigações da Operação “Maus Caminhos”, que investiga desvio milionário de recursos da saúde do Amazonas.
O pedido da prorrogação foi feito pela Polícia Federal, com parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF), requerendo a prorrogação da prisão temporária de Lino Chíxaro, Jader Helker Pinto, Jonathan Queiroz da Silva e Marco Antônio de Jesus Barbosa.
O requerimento também solicitou a prorrogação da prisão de Murad Abdel Aziz, mas a detenção dele foi convertida de temporária para preventiva.
A necessidade de novas diligências foi apontada como justificativa para a prorrogação das prisões, além de indícios de que os investigados “tiveram acesso ilegalmente às medidas constritivas das quais seriam alvo, o que demonstra o alto grau de influência, poder de corrupção e penetração nas instituições em que a investigação tramita”, diz a decisão.
Conforme dados informais, a Justiça teve conhecimento de que o advogado Lino Chíxaro, que teria emitido notas fiscais frias no esquema, apagou informações do seu celular, eliminando provas.
Como Jader Pinto atuou na coação e extorsão de empresários por constrangimento ilegal e ameaças, conforme decisão e os sócios da empresa de publicidade Moema, Jonathan Queiroz e Marco Antônio Barbosa, por ter estreita relação com Murad Aziz, também tiveram a prisão prorrogada.
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