
Estado já contabiliza 693 mortes violentas e em julho foram 116 homicídios dolosos. Foto: Divulgação
Ao menos 125 pessoas foram assassinadas no mês de julho deste ano no Amazonas. Já são 693 mortes violentas nos primeiros oito meses de 2018. Comparado com os homicídios registradas em junho, 103, houve aumento de 12% nos registros (116).
Os dados integram levantamento do Monitor da Violência que permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Já são 29.980 vítimas registradas nos primeiros sete meses deste ano em todo o Brasil.
O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.
A maioria dos crimes é de homicídios dolosos, com 116 em julho. Foram oito casos de latrocínio e um de lesão corporal seguida de morte.
O Monitor da Violência, ferramenta atualizada com base em dados do Fórum Brasileiro de Segurança e do Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo (USP), listou os dez estados mais violentos do Brasil em 2018, todos localizados nas regiões Norte e Nordeste.
O ranking, liderado por Roraima, conta, ainda, com outras três unidades federativas do Norte e não relaciona o Amazonas entre os maiores índices de violência do país.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a capital, Manaus, registrou queda de 32,3% no número de homicídios em agosto deste ano e de 14,3% no acumulado dos primeiros oito meses de 2018, em comparação com igual período do ano passado.
Os dez estados mais violentos do Brasil, de acordo com o estudo, são Roraima, Rio Grande do Norte, Ceará, Acre, Sergipe, Pará, Pernambuco, Alagoas, Amapá e Bahia.
Segundo dados divulgados pelo Monitor da Violência nesta quarta-feira (26), o Brasil teve 3 mil mortes violentas somente no mês de julho e soma 30 mil no ano.
O número é ainda maior, visto que três estados (Ceará, Bahia e Piauí) não divulgaram os dados totais para serem contabilizados à estatística mensal. A média de julho é de 3 mortes a cada 100 mil habitantes no Amazonas, enquanto em Roraima, que encabeça a lista, o número é de 4,90.
Dados disponibilizados pelo Monitor da Violência mostram que os índices de crimes violentos caíram em 2018, no Amazonas, após terem apresentado crescimento entre 2011 e 2017. O número, que era de 29,8 em 2011, subiu para 30,3 em 2017, por 100 mil habitantes.
O levantamento aponta que em 2018, até julho, o Amazonas registrou 693 crimes violentos, uma média mensal de 99 casos, inferior à média do ano passado, de 102,66 mortes violentas por mês, totalizando 1.232 crimes desta natureza, em 2017.
A ferramenta online permite acompanhar os dados relacionados a crimes violentos (homicídio doloso – quando há intenção de matar, latrocínio – roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte) mês a mês, em todos os estados do país.
Os três tipos de crimes classificados como os mais violentos apresentaram baixa em agosto de 2018, no Amazonas. Foram registrados 71 homicídios no oitavo mês deste ano, contra 105 em igual mês de 2017. No acumulado de 2018, foram 601 homicídios enquanto o registro foi de 702, nos oito primeiros meses de 2017.
Também houve recuo nos índices de latrocínios (roubos seguidos de mortes). Foram 38 casos de janeiro a agosto de 2018, contra 42 em igual período de 2017. Os indicadores do crime de lesão corporal seguida de morte mostram redução de 5% de 2017 para 2018.
O recuo, de acordo com a SSP-AM, se deve principalmente às ações de repressão e o reforço no trabalho de investigação para prisão de envolvidos em homicídios.
O número de prisões por tráfico de drogas, crime que está relacionado à maioria dos homicídios, cresceu 5,88% este ano, com mais de 1.500 presos. A quantidade de inquéritos encaminhados à Justiça soma mais de 200 e representa 98% do que foi enviado em todo o ano de 2017.
De janeiro a agosto de 2018, as forças estaduais de segurança pública do Amazonas apreenderam 1.418 armas de fogo que estavam nas mãos de criminosos em Manaus, de acordo com informações do Instituto de Criminalística (IC), responsável pela perícia no material. As apreensões este ano estão 3,1% acima do registrado em igual período do ano passado.
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