Delegado Sotero é ouvido sobre assassinato de advogado, defesa pede sua liberdade e TJ conclui audiência de instrução

Processo entra, agora, na fase de alegações finais por parte da acusação e da defesa. Foto: Chico Batata/ TJAM

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Celso Souza de Paula, conduziu nesta quarta-feira (18), no Fórum Ministro Henoch Reis, no Aleixo, a última audiência de instrução no processo 0641996-45.2017.8.04.0001, que tem como réu o delegado da Polícia Civil do Estado do Amazonas, Gustavo de Castro Sotero.

Gustavo Sotero é acusado da morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho e de lesão corporal contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza.

Morto em novembro

O crime ocorreu no dia 25 de novembro do ano passado, por volta das 3h, em uma casa de show localizada no bairro de São Jorge, zona Oeste de Manaus.

Nesta quarta-feira (18), seriam ouvidas quatro testemunhas de defesa, três delegados da Polícia Civil do Amazonas e uma escrivã, mas as oitivas acabaram sendo dispensadas pelos advogados de defesa. Sendo assim, por volta das 11h da manhã foi dado início ao interrogatório do delegado Gustavo Sotero.

Sotero foi ouvido por mais de duas horas e respondeu primeiramente às perguntas feitas pelo juiz Celso Souza de Paula. Em seguida, respondeu aos questionamentos feitos pelo representante do Ministério Público, promotor Armando Gurgel.

Pedido de liberdade

“Cumprimos essa etapa; ele (o réu) apresentou sua defesa diante dos fatos narrados na denúncia e, agora, cabe ao Ministério Público fazer as alegações finais. A defesa apresentou um pedido de liberdade provisória do acusado, mas o pedido será ainda analisado”, destacou o promotor.

Armando Gurgel está trabalhando com quatro advogados que se inscreveram para auxiliar na condição de assistentes de acusação (Leonardo Assis, José Alberto Simonetti Cabral, Catharina Estrella e Josemar Berçot).

Legítima defesa

Ao final da audiência, em entrevista aos jornalistas, a advogada do réu, Carmem Romero, deu detalhes sobre o depoimento do delegado e reafirmou que Sotero agiu em legítima defesa.

“Ele não se recusou a responder às perguntas, narrou alguns detalhes do dia do fato e falou com convicção de que agiu em legítima defesa“, afirmou a advogada.

Segundo o juiz Celso de Paula, com a conclusão das oitivas, a próxima fase é destinada à apresentação das alegações finais das partes envolvidas no processo.

“Será aberto um prazo para que a defesa e o Ministério Público apresentem as alegações finais. Depois disso, será feita a análise do conteúdo e, em seguida, será definido se o réu irá a júri popular”, explicou o magistrado.

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