01/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Contratempos marcam apresentação do Garantido, marcada pela garra de sempre

Publicado em 30 de junho, 2018

Garantido defendeu na primeira noite “Identidade e Resistência”, encerrando a apresentação dentro do tempo previsto, mas com correria. Fotos: Paulo Sicsu

O boi Garantido entrou na primeira noite de disputa defendendo o sub tema “Identidade e Resistência” dentro do tema “Auto da Resistência Cultural”.

Apesar do bumbá ter encerrado a apresentação com 2 horas e 27 minutos (dentro do revisto no regulamento), houve claramente uma correria na apresentação do Ritual Araweté – Sonho de Kanipaye-RO, alegoria do artista Oséas Bentes.

Contratempo

Logo a seguir, os brincantes foram retirados da arena rapidamente, o que pode comprometer a “Organização do Conjunto Folclórico”. Outro contratempo aconteceu com a alegoria “Tributo a Consciência Negra”, cuja roldana quebrou na concentração, e não entrou na arena.

A apresentação do boi encarnado, que mostrou um repertório com recheado de hits antigos – que não empolgou a galera – deu ênfase a cênica durante muitos momentos.

O apresentador entrou com o “Belezão” declamando um texto, onde as várias formas de resistência deram a tônica. Na abertura, a cantora Márcia Siqueira cantou “Canto das Três Raças”, imortalizada com Clara Nunes. Durante a execução, dançarinos negros e indígenas realizaram uma coreografia.

Auto do boi

Ainda no começo da apresentação, o “Auto do Boi”, resgatado pelo Garantido desde 2015, voltou a ser encenado, porém, uma parente falha no microfone do Amo Tony Medeiros, prejudicou o trabalho.

A toada “Tempos de Cabanagem” também teve o tom cênico em destaque. Foi encenada uma luta de resistência entre homens escravizados com os colonizadores.

O item “Lenda Amazônica” trouxe a alegoria “Ajuricaba, História e Resistência” do artista Sorin Sena. O trabalho mostrou o guerreiro Ajuricaba, que preferiu se jogar acorrentado no Encontro das Águas para não ser escravizado.

A Cunhã Poranga, Isabelle Nogueira, veio na alegoria, em cima de uma serpente. Com indumentária, em vermelho e branco, do artista Roberto Reis, a índia mais bonita da tribo, pintou o rosto na arena e evoluiu com leveza, durante sua apresentação.

A Porta-Estandarte Edilene Tavares veio no chão. Porém, sua evolução não foi comprometida e empolgou a galera. A rainha do Folclore fez uma apresentação morna e o Pajé André Nascimento declamou um texto.

Momento de destaque

Com certeza, o ápice da noite do boi vermelho e branco foi a apresentação da toada “Consciência Negra” do compositor Paulinho do Sagrado, que foi defendida pelo Levantador Sebastião Júnior, no item “Toada, Letra e Música”.

Acompanhando a toada, 15 bailarinos cariocas, que integraram a Comissão de Frente da Escola de Samba Acadêmicos do Tuiuti, mostraram uma coreografia impactante com forte presença da cultura afro. Sebastião Júnior, além de cantar a toada tocou percussão.

Choro

Nessa hora, o público “acordou” e um dos jurados, se emocionou e chegou a chorar com a apresentação de “Consciência Negra”.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.