
Segundo nota da Seduc, vídeo foi gravado como suporte para campanha antidrogas. SSP quer investigar circunstâncias. Foto: Reprodução
Um vídeo no qual alunos de uma escola estadual de Manaus aparecem embalando substâncias semelhantes à maconha e cocaína dentro de uma sala de aula viralizou na internet e movimentou a polícia nesta quinta-feira (28).
O vídeo de aproximadamente seis minutos foi uma transmissão numa rede social e foi feito na escola estadual Vasco Vasques, zona Leste da capital. A Secretaria Educação do Amazonas (Seduc) disse que medidas disciplinares devem ser adotadas com relação à divulgação da filmagem.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) considerou a situação em torno do vídeo, que seria uma peça de trabalho contra as drogas, deplorável da forma como foi divulgado e vai instaurar processo administrativo.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) esclareceu que a informação de que alunos no Jorge Teixeira estariam supostamente embalando drogas nas dependências da unidade de ensino não procede.
A Seduc ressaltou que ontem à noite acontecia na unidade a Semana Antidrogas e os estudantes estavam preparando as embalagens apenas como forma de demonstração.
Nas embalagens continham ingredientes como orégano, sal e areia. Toda a atividade foi supervisionada pela professora responsável pela ação na escola. A questão é que a informação não foi passada no vídeo ou durante sua transmissão.
A Seduc informou ainda que uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para verificar a situação ainda durante à noite, por volta das 22h, mas a informação foi esclarecida.
O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Anézio Paiva, determinou nesta sexta-feira (29) a abertura de procedimentos investigatórios para apurar as circunstâncias em que os vídeos envolvendo, supostamente, adolescentes foram feitos na escola estadual Vasco Vasques.
As investigações serão conduzidas pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) e de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca).
A SSP-AM ressalta que não foi responsável pelo evento e nem tinha ciência de tais encenações até que os vídeos começassem a circular na Internet. A secretaria avalia o episódio como deplorável.
Para o órgão , desenvolver ações preventivas e que debatam mecanismos de combate ao consumo das drogas, ao tráfico e à violência de uma maneira geral é extremamente necessário.
A SSP-AM tem um Departamento de Prevenção da Violência que desenvolve diversos programas, inclusive nas escolas, com palestras que envolvem pais e professores e alunos, em projetos como “Prevenção e Segurança nas Escolas”, “João e Maria” – voltado à prevenção da violência contra crianças e adolescentes, idosos e mulheres.
“Temos ainda o Previne, com ações de panfletagem e conscientização, além de oferecer atendimento psicossocial e encaminhar pessoas com dependência química para tratamento. Só nesse ano, 47 pessoas, entre adolescentes e adultos, foram encaminhados a clínicas especializadas”, disse o secretário.
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