Amazonas Jazz Band traz novo repertório e homenagem em concerto no Teatro Amazonas

Os ingressos para o concerto da Amazonas Jazz Band estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas. Foto: Divulgação

A Amazonas Jazz Band apresenta às 20h desta quinta-feira (14), no Teatro Amazonas, o concerto “Diálogos – Legados Contemporâneos”, com novo repertório baseado em canções de grandes músicos do jazz contemporâneo e da bossa nova. O grupo também apresentará uma canção em homenagem ao músico Maurizio Pessoa Torres, o “MauMao”, que morreu no dia 30 de maio. O evento, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, terá plateia e frisas a R$ 20 e demais assentos.

De acordo com o diretor da Amazonas Jazz Band, o maestro Rui Carvalho, o concerto dialoga com o pós-moderno, entre tempos espaços e culturas. “A apresentação expressa temporalidades, estéticas e espaços diversos da música instrumental contemporânea”, explica.

TCE 68 anos

A primeira música apresentada pelo grupo será “Don’t Worry, Be Happy”, de Bobby McFerrin, em homenagem ao cantor Maurizio “MauMao”. “Ficamos muito chateados com o falecimento dele. Muitos da banda tocaram com ele antes de entrar na Amazonas Jazz Band e achamos por bem fazer esta homenagem para ele”, conta o maestro.

Em seguida, a Amazonas Jazz Band apresenta canções de Frank Mantooth, Daniel Barry, Bob Mintzer, Dave Hanson, Edu Lobo e Torquato Neto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, além de Arturo Sandoval. Segundo Carvalho, a diversidade estética da apresentação foi um dos destaques durante os ensaios com os novos integrantes do Corpo Artístico.

“Temos três novos integrantes na Amazonas Band, o que revigora e dá um ar muito bacana ao conjunto”, diz o maestro. “É importante para o grupo que já teve a oportunidade de se apresentar com verdadeiros mitos do jazz internacional, como David Liebman ou Bob Mintzer, encarar esses desafios de enfrentar composições que misturam influências que vão da Renascença à música do século 20”, destaca Rui Carvalho.

No repertório, o maestro ressalta a composição “Beyond the Limit”, de Bob Mintzer, um dos mais renomados músicos americanos da atualidade, diretor do departamento de Jazz da Universidade do Sul da Califórnia, arranjador e saxofonista. Outro destaque é a peça “O Morro Não Tem Vez”, de Tom Jobim e Vinícius de Morais, que na elaboração do arranjo agregaram elementos que vão da bossa nova ao Boi-Bumbá, que tem arranjo feito por Rui Carvalho.

Os ingressos para o concerto da Amazonas Jazz Band estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas.

Serviço: Concerto “Diálogos – Legados Contemporâneos”, com a Amazonas Jazz Band
Data/ hora: 14 de junho, quinta-feira, 20h
Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659
Entrada: Plateia e frisas – R$ 20/ Camarotes nos demais pavimentos – Gratuitos. Ingressos à venda na Bilheteria do Teatro Amazonas

FOTOS: Amazonas Jazz Band – DIVULGAÇÃO/SEC

Maestro Rui Carvalho – BRUNO ZANARDO/SECOM

Confira o programa do concerto:

Don’t worry, Be Happy (Bobby McFerrin)

Grupo abre o concerto com homenagem ao músico Maurizio “Mau Mao”.

If I Were A Bellson (Frank Mantooth)

Dedicado ao lendário baterista Louie Bellson, esta composição faz parte de uma série de peças escritas pelo autor como forma de homenagear grandes músicos de jazz. Mantooth é um dos grandes nomes do arranjo no último quartel do século 20, tendo se destacado entre outras atividades por ter sido o arranjador e regente da Big Band da Rádio Nacional de Viena de Áustria.

Solistas principais. Airton Silva, bateria; Abner Viana, barítono; Jonilson Reis, piano.

For The Sake Of Art (Frank Mantooth)

Dedicado ao trompetista Art Farmer, inventor do flumpet – um instrumento híbrido, fusão de trompete e flugelhorn, essa obra é também parte da série acima mencionada. Na estrutura desta composição podemos identificar a conjugação de elementos do jazz neo-modal com a bossa nova e até com o rock jazz.

Solista principal: Alex Diego, Flugelhorn.

Cry Out Loud (Daniel Barry)

Quando escreveu esta peça em 2003, o compositor pretendia expressar o sentimento absurdo que lhe causava o derramamento de sangue provocado pela invasão do Iraque naquele ano. Os metais na abertura prenunciam a cena caótica que se segue. O final instiga uma reflexão sobre o absurdo da guerra, clamando pela paz, como se fora uma oração.

Solistas principais: Aldenor Honorato, guitarra; Airton Silva, bateria.

Beyond The Limit (Bob Mintzer)

São perceptíveis influências várias na composição desta peça, do modalismo, à música do século 20. Mintzer, um dos mais prolíficos músicos da atualidade. Presente como solista convidado no Festival Amazonas de Jazz, em 2013, esclareceu na ocasião que a sua principal referência ao compor esta obra foi o Octeto para Sopros de Igor Stravinsky.

Solista principal: Alex Diego, Flugelhorn.

Across The Heart (Dave Hanson)

Ao visitar Manaus em 2006, como convidado do projeto “Amazonas Band convida”, Dave Hanson estreou esta composição, que finalizou pouco antes de embarcar para o Amazonas. Assim, a obra foi estreada mundialmente em Manaus, pela Amazonas Band, com a participação do próprio compositor. Hanson foi aluno de Rayburn Wright, na Eastman School of Music em Rochester, e leciona na Lamont School of Music na Universidade do Colorado, em Denver, EUA.

Solista principal: Otoniel Verçosa, trompete.

Pra Dizer Adeus (Edu Lobo/Torquato Netto)

Arranjo: Peter Herbolzheimer

Esta canção conjuga poesia e música com a rara felicidade que apenas os gênios logram atingir. Da mesma forma, a adaptação para a linguagem estritamente instrumental, em arranjo para big band, operada por Peter Herbolzheimer, faz jus à obra. Em adaptação para saxofone alto solista, esta obra consta do primeiro CD da Amazonas Band, gravado no Festival Amazonas Jazz, em 2009.

Solista principal, Agildo Barbosa, Flugelhorn.

O Morro Não Tem Vez (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
Arranjo: Rui Carvalho

Originalmente, o arranjo foi gravado por Vinícius Dorin – a quem o trabalho fora dedicado -, no Festival Amazonas Jazz, em 2009, e consta do primeiro CD da AMAZONAS BAND gravado nessa ocasião.

Solista principal: Ênio Prieto, saxofone alto.

Rhythm of our World (Arturo Sandoval)

A música afro-cubana é o exemplo de como diversos legados se conjugaram num estética presente no jazz contemporâneo que alguns definem como “latin”. Neste medley, além de diversos ritmos utilizados no legado afro cubano – do bembê ao songo -, Sandoval adicionou um trecho em samba, que pretende aludir ao que Dizzy Gillespie definia como as três grandes vertentes da música de raiz afro-americana – Estados Unidos, Caribe e Brasil -, elementos expressivos do jazz contemporâneo.

Solista principal: Alex Diego, Flugelhorn.

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