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O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, se reuniu na tarde desta terça-feira (29) com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM), Givancir Oliveira, e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), na tentativa de intermediar um acordo entre as partes para tentar colocar fim à greve do transporte coletivo de Manaus.
Também esteve na reunião Franclides Corrêa, da Superintendência Municipal de Transporte urbanos (SMTU). O encontro começou por volta das 17h.
Cerca de meia hora após o início da reunião o presidente do Sinetram, Carmine Furletti, se retirou da sala onde estavam reunidos.
Mesmo após a saída de umas das partes, ficou decidido entre o prefeito Arthur Neto e o Sindicato dos Rodoviários que a partir desta quarta-feira (30), 70% da frota do transporte coletivo estará rodando nas ruas.
O prefeito determinou um prazo de 24h para que empresários e rodoviários cheguem a um acordo, sob pena de que a Procuradoria Geral da Justiça do Município ingresse na Justiça do Trabalho com um processo.
Greve
O movimento grevista do Sindicato dos Rodoviários na capital iniciou hoje por volta das 4h com apenas 30% da frota nas ruas. A partir de 6h cerca de 50% dos ônibus rodaram durante todo o dia.
O Sindicato dos Rodoviários desobedece decisão judicial que considerou ilegal a greve e a realização de qualquer tipo de paralisação ou ação que viesse a lesar o sistema e, por conseguinte, a população.
Fiscais da SMTU estão nas ruas monitorando o ordenamento dos terminais para avaliar o prejuízo aos usuários.
O Sinetram ingressou no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), contra Sindicato dos Rodoviários (STTRM), onde obteve decisão favorável, assinadada pela desembargadora Eleonora de Souza Saunier, aumentando a multa por hora de paralisação de R$ 30 mil para R$ 200 mil.
Os rodoviários reivindicam melhorias salariais, negociação coletiva referente à data-base, e o repasse do FGTS e INSS.
Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, os empresários do transporte coletivo devem para categoria os retroativos de salários cujo valor chega a R$ 15 milhões.
A greve dura mais de 12h e a ação deve seguir por tempo indeterminado.
Reportagem: David Batista
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