28/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Veja justificativas dos donos de postos para preço da gasolina perto de R$ 5 em Manaus. Governos do Estado e Federal apontados como vilões

Publicado em 17 de maio, 2018

Veja justificativas dos donos de postos para preço da gasolina

Veja justificativas dos donos de postos para preço da gasolina, que chega a R$ 4,69 para o consumidor manauara

O preço da gasolina atingiu níveis exorbitantes. Registra, nesta quinta (17/04), o valor médio de R$ 4,69 nos postos de Manaus. Um tanque de R$ 50 litros, o volume do carro popular, custa agora R$ 234,50. Isso é mais que um quarto do Salário Mínimo (R$ 954). Os donos de postos de combustíveis em Manaus estão apreensivos. As vendas tendem a cair e o giro de estoque é importante para manter a qualidade do combustível nos tanques. Eles estão divulgando, em redes sociais, nota da entidade que reúne os postos de todo o Brasil atascando o problema.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) se manifestou em nota.

A Petrobras, segundo a publicação “passou a ter reajustes diários dos custos”, acompanhando o mercado internacional. “A gasolina acumula alta de 42,25%, de 01/07/2017 a 15/05/2018” e “impostos representam quase 50% dos custos”, afirma.

 

Sem volta

A nota enfatiza que a Fecombustíveis não defende a volta da administração “política” do preço. Até registra a “eficiência de gestão” do atual presidente da Petrobras, Pedro Parente. A empresa atingiu o Nível 2 da bolsa brasileira, patamar mais elevado de governança corporativa. “Semana passada, Parente comemorou o melhor lucro líquido trimestral desde 2013, R$ 6,9 bilhões, registrado no primeiro trimestre/2018. Mas… “é injusto o povo brasileiro, meio de longa crise econômica, seja sacrificado para beneficiar uma única empresa”, diz o comunicado.

A Fecombustíveis apresenta sugestões para diminuir o problema. Uma das saídas é a uniformização das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Isso significa que os Estados também têm parte no processo. No Amazonas, por exemplo, o ICMS é de 25%. Isso significa que R$ 58,625 de cada tanque de 50 litros vai para o Governo do Estado.

Flexibilizar a Contribuição e Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustíveis) é outro caminho. A taxa ficaria mais alta quando o petróleo estiver barato e mais baixa quando o preço estiver caro.

A entidade lembra a responsabilidade do governo sobre o peso dos impostos em relação à sociedade. E que é função governamental promover “realinhamento da política energética” para permitir que “os combustíveis sejam acessíveis a todos”.

 

Veja a íntegra da nota da Fecombustíveis:

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