
Mais de 30 mil doses estão disponíveis para intensificar vacinação contra o sarampo nas Unidades Básicas de Saúde. Reforço é para prevenir doença, que tem surto na Venezuela. Foto: Divulgação
A partir de segunda-feira (5), a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), vai intensificar a vacinação contra o sarampo em todas as 185 salas de vacina, sendo 183 nas Unidades Básicas de Saúde do município e duas particulares.
O reforço considera os alertas emitidos pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), inclusive em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), referente ao surto de sarampo no Estado de Bolívar, na Venezuela, fronteira com Roraima. Foram notificados 857 casos suspeitos de sarampo, com a confirmação de 465 casos.
A ação também está prevista na nota técnica conjunta das secretarias de saúde do estado e município e Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) com orientações sobre a intensificação das ações de vigilância epidemiológica das doenças exantemáticas e diagnóstico diferencial, e a Nota Técnica Conjunta nº001/2018, que alerta sobre a possibilidade de reintrodução do vírus do sarampo em Manaus e em municípios da área metropolitana do estado do Amazonas.
Para isso, a Semsa recebeu do Ministério da Saúde 30 mil doses da vacina tríplice viral. Os profissionais das unidades com sala de vacina estão sendo orientados a estarem atentos a todas as oportunidades de vacinação do público-alvo da vacina.
“É importante alertar à população manauara, que tem a Venezuela como principal destino turístico, os riscos da falta de prevenção contra o Sarampo, doença infecciosa e altamente contagiosa, com transmissão semelhante a da gripe e que pode levar o indivíduo a desenvolver complicações e até ao óbito em consequência da infecção”, destaca o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.
O vírus do sarampo encontra-se em circulação há mais de oito meses na Venezuela. Isso coloca todas as regiões vizinhas em alto risco de introdução do vírus.
A recente confirmação de um caso importado da doença na cidade de Boa Vista (RR) e o fluxo migratório Venezuela / Boa Vista / Manaus determinou o estado de alerta.
De acordo com a Nota Técnica, é considerado caso suspeito de Sarampo todo indivíduo que, independente da idade e da situação vacinal, apresentar febre e exantema máculopapular (manchas vermelhas na pele), acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.
Com relação à rubéola, são suspeitos todos os pacientes que apresentarem febre e exantema máculopapular (manchas vermelhas na pele), acompanhado de linfadenopatia retroauricular (nódulos na região atrás da orelha), occiptal (lateral da cabeça) e/ou cervical (pescoço), independentemente de idade e situação vacinal.
Quem tem febre, acompanhada de exantema ou linfadenopatia (nódulos ou inchaço) com as características mencionadas acima e que tenha história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior, também é suspeito.
A vacinação é a principal medida de prevenção do sarampo e rubéola. De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, a mesma deve obedecer aos seguintes esquemas, conforme faixa etária e histórico vacinal:
– Aos 12 meses de idade: uma dose da vacina Tríplice Viral (contra Sarampo, Caxumba e Rubéola).
– Aos 15 meses de idade: uma dose da vacina Tetra Viral (contra Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) ou, na ausência dessa, uma dose da vacina Tríplice Viral + uma dose da vacina contra Varicela, simultaneamente.
Crianças de 12 meses a menores de 5 anos que perderam a oportunidade de receber a vacina na idade ideal, pode ser utilizado este esquema, respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses.
De 5 a 29 anos: necessidade de comprovação de duas doses da vacina Tríplice Viral. Não vacinado ou sem comprovação vacinal, administrar duas doses da vacina Tríplice Viral, respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses.
Dos 30 aos 49 anos, se não vacinado ou sem comprovação vacinal, administrar uma dose da vacina Tríplice Viral.
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