28/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Iniciativa privada mostra que a produção de soja no sul do Amazonas é viável

Publicado em 18 de janeiro, 2018

Colheita de soja na Fazenda Santa Rita. Foto: Dhyeizo Lemos/Divulgação

A colheita de soja em Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus) agora é realidade, graças aos investimentos da iniciativa privada. As primeiras toneladas de grãos colhidos dos primeiros 500 hectares da Fazenda Santa Rita, desde a última sexta-feira (12), já começaram a ser transportadas para o porto graneleiro de Porto Velho, de onde sairá para a exportação.

A experiência que anima os moradores de Humaitá é resultado do investimento no agronegócio do empresário produtor Jocelito Foleto. Ele arrendou uma fazenda de 15 mil hectares, às margens da BR-319, onde espera nos próximos três anos alcançar uma lavoura de 5,5 mil hectares de soja.

“O investimento tá dando resultado. Temos algumas correções a fazer, mas nós já estamos colhendo. O agronegócio é a força que sustenta o país. Estamos muito contentes com o que estamos vendo”, disse o empresário produtor.

O investimento nos campos abertos de Humaitá foi possível a partir da desburocratização do licenciamento ambiental para produção de grãos mecanizados, que ocorreu durante a gestão do governador interino, David Almeida.

“O Estado fez a sua parte naquela região no ano passado, para ajudar a liberar a licença que o produtor precisava para que o seu negócio funcionasse. Em iniciativas como essa do setor privado, que vão trazer o desenvolvimento do agronegócio para o nosso Amazonas, o governo não pode atrapalhar. Ele tem mais é que incentivar”, disse o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, deputado David Almeida.

Na época, a desburocratização da licença, que estava estacionada há cerca de dois anos, foi ajustada entre o então titular da Secretaria de Estado da Produção (Sepror), Dedei Lobo, e o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Antônio Strosk.

De acordo com Dedei Lobo, a licença ambiental para o plantio mecanizado de soja, em Humaitá, não caminhava há cerca de dois anos, por medo e desconhecimento a respeito da região “O Estado não liberava a licença por uma visão ambiental equivocada. O que é preciso deixar claro é que Humaitá e outros municípios do Sul do Amazonas são formados por campos abertos e não precisa derrubar nenhuma árvore para plantar grãos, como a soja e o milho”, explicou.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.