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Os delegados Josué Rocha e Antônio Chicre informaram à Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) que na segunda-feira, dia 4, deverão apresentar as informações levantadas durante os dez dias de investigação do caso da morte do advogado Wilson Justo Filho, ocorrido na madrugada de sábado (25), no bar Porão do Alemão, onde foi atingido com quatro tiros pelo delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero. Uma comissão especial foi formada com a participação de dois advogados da Ordem e os delegados pediram sigilo absoluto até a apresentação dos fatos.
O prazo de dez dias atende também à uma solicitação do Ministério Público do Estado (MPE-AM) que já requereu o envio do Inquérito Policial dentro do referido prazo.
Os trabalhos estão sendo conduzidos pela Unidade de Apuração de lícitos Penais (UAIP) que apura casos envolvendo policiais civis e que funciona nas dependências da Delegacia Geral.
Em nota enviada pela OAB-AM, a entidade afirma que as testemunhas, apesar de terem recebido recomendações médicas expressas para tratamento e repouso devido às lesões, estão contribuindo e comparecendo às oitivas para os esclarecimento dos fatos.
O advogado Wilson Justo Filho foi assassinado com quatro tiros pelo delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, na madrugada de sábado (25), no bar Porão do Alemão, na Ponta Negra. Além de Wilson, a esposa dele Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Yuri Paiva também foram atingidos pelos disparos do delegado que permanece preso preventivamente em uma carceragem da Delegacia Geral à disposição da Justiça. Há dois dias, ele foi exonerado do cargo comissionado que ocupava como delegado titular no 1º DIP, a Corregedoria do sistema de Segurança Pública do Estado já instaurou um procedimento administrativo (PAD), medida adotada para casos mais graves que envolvem servidores dos órgãos de segurança pública.
Após a conclusão do PAD, que pode levar 90 dias e, caso necessário, ser prorrogado em razão de diligências, o delegado pode até ser demitido da corporação.
Diante do PAD, a corregedoria determinou o afastamento do policial e a retirada do porte de arma de Sotero um dia após o crime.
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