
O advogado Wilson Justo Filho, 34, foi morto a tiros no Porão do Alemão pelo delegado de polícia Gustavo Sotero. Ele deixou duas filhas. Foto: Reprodução
O advogado Wilson Justo Filho, 35, assassinado na madrugada deste sábado (25) no Porão do Alemão, foi sepultado na manhã deste domingo (26), no cemitério São João Batista, em clima de muita emoção.
Desde a tarde de ontem até as primeiras horas de hoje, ele foi velado por centenas de amigos, familiares e conhecidos na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Amazonas (OAB-AM).
Durante o sepultamento, familiares e amigos pediram justiça. O crime aconteceu na madrugada de sábado, às 2h40, dentro do Porão do Alemão, onde o delegado sacou a arma após se envolver em uma briga, que teria como alvo Wilson e amigos.
O delegado está preso na Delegacia Geral, após ser detido em flagrante e ter passado por audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
A esposa de Wilson, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, 31, que foi ferida pelo delegado com um tiro na perna, estava bastante emocionada e abalada.

Amigos de infância de Wilson, Rodrigo Oliveira e Ally Ballut estiveram desde a madrugada do crime envolvidos na liberação do corpo, velório e sepultamento
A reportagem do Portal Marcos Santos falou com dois grandes amigos do advogado, que lamentaram profundamente seu assassinato e que acompanharam a tragédia da família desde a madrugada de ontem.
Rodrigo Rodrigues Oliveira é padrinho de uma das filhas de Wilson, a quem conhecia há 22 anos, considerando o advogado um verdadeiro irmão. “Infelizmente, só fica a saudade. A ficha ainda não caiu. Wilson sempre foi muito presente na minha vida, um grande companheiro, amigo fiel para todas as horas”, falou Oliveira.
Ele soube do crime pela esposa da vítima, que também foi baleada no Porão, Fabíola, que ligou avisando sobre o ocorrido. “Fui até o hospital e quando cheguei ele já estava sem vida. Fiz o procedimento de reconhecer seu corpo, um momento muito difícil, e depois todo o resto, com polícia, IML, liberação”.
Para Rodrigo, Wilson foi um irmão que perdeu. “Temos que seguir, honrar seu nome e mostrar como ele era uma pessoa maravilhosa. Seu sonho era se tornar prefeito de Novo Airão”.
Amigo também de duas décadas, o advogado Ally Ballut contou que ele, Wilson e Rodrigo faziam parte de uma grande família, onde predominava a amizade verdadeira, desde a infância. “O Wilson era alguns meses mais novo do que eu e nos conhecemos no Latu Sensu. Fomos crescendo e construindo a vida juntos. Os casais eram amigos, as esposas também e sempre nos encontrávamos nos finais de semana”, disse.
Ballut contou que Wilson sempre gostou de sair, mas que nunca se envolveu em confusão. Ele soube do assassinato às 3h30, quando Rodrigo ligou para avisar. “Fiquei até surpreso quando vi a situação que causou essa tragédia. Não sei o que aconteceu na hora, e nada justifica sua morte. Ele saia para se divertir”.
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