
Francimar escapou de ser estuprado na cadeia
Os momentos de terror que viveu, Francimar Videira, 42, acusado de estupro, afirma que jamais vai esquecer. Ele ficou preso por quatro dias, sob a falsa acusação de ter estuprado uma menina de 12 anos. Agora, inocentado pela suposta vítima, que confessou ter mentido, ele teme voltar para casa. A exposição na mídia fez com que os vizinhos continuem acreditando que o estupro ocorreu. E eles ameaçam linchar o acusado.
Francimar teve a vida revirada, carro destruído e por pouco não foi violentado no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). “Os presos chegaram a ensaiar violência contra ele, quando o assunto saiu na imprensa. Pegaram um pedaço de vassoura e tudo, mas alguém lá dentro do presídio acreditou no Francimar. Só por isso a agressão não foi pra frente”, afirmou o advogado da vítima, André Duarte.
Após a criança confessar que mentiu em depoimento, houve uma reviravolta no caso. “Infelizmente a Justiça deixa brechas para esse tipo de situação, ou seja, se acredita apenas na palavra do acusador. Não se levou em conta o álibi. O carro que a criança disse ser preto e o carro de Francimar é verde claro. Nem no depoimento dos colegas de trabalho, confirmando que ele estava no batente no momento da agressão, entre outras provas desprezadas pela polícia”, afirmou o advogado.
O Portal do Marcos Santos esteve com o cozinheiro Francimar Videira e acompanhou como anda a vida dele. “Só quero recomeçar, voltar ao trabalho e estar com minha mulher e filho, mas a ameaça de agressão ainda existe. Minha vida foi exposta na mídia e as pessoas ainda pensam que a acusação é verdadeira”, destacou o cozinheiro. Ele, neste momento, prefere ficar escondido na casa de uma irmã, no bairro São Francisco, em Manaus.
Veja o vídeo com o depoimento dele:
O advogado de Francimar vai entrar ainda esta semana com uma ação de indenização por danos morais contra o Estado, pela prisão indevida.
A criança confessou que mentiu na delegacia para proteger um namoradinho, que também seria menor de idade. Após chegarem em casa, os pais da garota confrontaram as informações que ela deu com imagens de câmeras. As imagens mostraram as proximidades do local onde ela disse ter sido agarrada e jogada dentro de um Gol preto.
Ficou claro que, no momento que disse ter sido raptada, ela aparecia andando normalmente na calçada, sem aparentar ter nenhum problema.
Mesmo sendo menor de idade, ela responderá na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) por denunciação caluniosa.
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