
De janeiro até 14 de agosto deste ano, foram mortos cinco Policiais Militares, a maioria fora de serviço (4). No mesmo período do ano passado foram apenas dois assassinados. Foto: Arquivo
O número de policiais mortos em 2017, no Amazonas, de janeiro a 14 de agosto deste ano, aumentou 150%, segundo dados consultados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Foram 5 Policiais Militares mortos no Estado, a maioria fora de serviço, quatro, e um em serviço. Não houve registro de Policial Civil assassinado este ano.
Ano passado, no mesmo período, foram 2 PMs mortos fora de serviço. Os números da segurança contam com 10 mil PMs e 3 mil policiais civis que atuam em todo o Estado. Em 2016, foram mortos 9 agentes de segurança, sendo 8 PMs e 1 Policial Civil.
O caso de maior repercussão de 2017 foi o do soldado da Polícia Militar, Paulo Sérgio Portilho, 34, que foi executado em maio deste ano, na chamada invasão Buritizal Verde, ou “Vovó Maroca”, no Nova Cidade, zona Norte, com requintes de crueldade: ele foi enterrado em pé. No corpo do policial foram encontradas perfurações de arma branca.
Ele é um dos assassinados fora de serviço. Portilho desapareceu no dia 26 de maio e seu corpo foi encontrado num barranco, enterrado, no dia 30. Na época, o ex-secretário de Segurança, Sérgio Fontes, disse que um “atentado contra a vida de um policial fere o estado democrático de direito e não será tolerado”.
Durante as investigações do caso, pelo menos 15 pessoas foram citadas por ter envolvimento direto no assassinato, incluindo adolescentes.
Agentes de segurança do Estado acreditam que, diferentemente de outros Estado, como Rio de Janeiro – lá foram assassinados 101 policiais desde o início do ano – e São Paulo, no Amazonas ainda há um respeito da sociedade quanto à luta contra a criminalidade. “Aqui, apesar das mazelas e dificuldades, a população está do nosso lado, somos respeitados e os bandidos tem medo. Mas a luta é difícil. Vemos um amigo sendo ferido ou morto e nos causa preocupação. Felizmente recebemos apoio e estrutura”, disse um policial, que não quis se identificar.
Um dos grandes problemas relatados e levados, inclusive, para discussão nas redes sociais, é o apoio a policiais que, fora do serviço, atiram para se defender de criminosos, reagindo em legítima defesa.