22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mário Tabatinga condenado a mais de 5 anos no julgamento do assassinato do delegado Oscar Cardoso

Publicado em 26 de agosto, 2017

Mário Jorge já cumpriu parte da pena e irá para o regime semi-aberto do sistema prisional do Amazonas. Foto: PMS

O Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou neste sábado (26), o réu Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, pelos crimes de associação criminosa e ocultação de bem ilícito, recebendo uma pena de cinco anos, seis meses e 15 dias de reclusão. Ele foi condenado no caso do assassinato do delegado Oscar Cardoso, que envolve o narcotraficante e líder da Família do Norte (FDN), João Carioca Pinto, o “João Branco”.

A condenação foi proferida neste sábado (26). Ele foi o único que seguiu na sessão da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no Plenário Luiz Augusto Santa Cruz Machado, Fórum Ministro Henoch Reis, bairro São Francisco. Os demais réus e seus respectivos advogados abandonaram a sessão.

O juiz Anésio Rocha Pinheiro, que presidiu a sessão de julgamento, considerou o tempo em que o réu já esteve preso – três anos – e fixou que o restante da pena será cumprido em regime aberto. Em relação à acusação de homicídio do delegado Oscar Cardoso Filho, assassinado em 2014, ele foi inocentado.

Mário Tabatinga foi o único dos cinco réus da Ação Penal 0232023-39.2014.8.04.0001 a ter o julgamento concluído. Os outros quatro réus foram retirados da sessão de julgamento que teve início na última sexta-feira (25), depois de ficarem sem suas respectivas defesas.

“O advogado de João Pinto Carioca (“João Branco”) e o defensor público que representou o réu Messias Maia Sodré se recusaram a realizar a defesa dos dois acusados e o Juízo considerou abandono de plenário. Os outros dois réus – Diego Bruno e Marcos Roberto Miranda da Silva (Marcos Pará) -, desconstituíram seus advogados durante a sessão e por isso o julgamento dos quatro não pode continuar”, comentou o promotor de Justiça Edinaldo Aquino Medeiros ao final dos trabalhos deste sábado. Esses réus permanecem presos a espera da nova data para julgamento que ainda será marcada pelo Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Os representantes do MP informaram que vão analisar o teor da sentença dentro do prazo legal para decidir se irão recorrer da pena aplicada. Já o advogado de Mário Albuquerque, Paulo Trindade, em entrevista à imprensa, declarou estar satisfeito com a decisão do Conselho de Sentença de inocentar o seu cliente do crime de autoria de homicídio, mas antecipou que mesmo assim pretende apelar à instância superior contra a sentença proferida para os demais crimes.

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