15/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Quarta testemunha, delegado Paulo Martins afirma que chegou aos acusados por escutas telefônicas

Publicado em 25 de agosto, 2017

Delegado Paulo Martins, quarta testemunha a ser ouvida no Caso Oscar Cardoso, contou que réus não falaram oficialmente de “João Branco” ser o mandante da execução por temerem represálias na prisão. Foto: Divulgação PC-AM

Quarta testemunha a ser ouvida nesta sexta-feira (25), no 2º Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, durante julgamento do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco” e mais quatro réus, sobre a morte do delegado Oscar Cardoso, o delegado Paulo Martins contou que a polícia chegou aos acusados a partir do depoimento do réu Mário Jorge Nobre Albuquerque, “Mário Tabatinga” e de intercepções de ligações telefônicas entre os acusados.

A partir do monitoramento telefônico foi possível estabelecer e rastrear o envolvimento de cada um no crime. Na época do assassinato de Oscar Cardoso, em 2014, Martins chefiava a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

“Toda investigação começou a partir do acesso que tivemos ao telefone de ‘Mário Tabatinga’, interceptando ligações entre os envolvidos, que apontam para os réus na cena do crime”, falou o delegado.

Paulo Martins afirmou ainda que os quatro réus nunca apontaram “João Branco” como mandante da execução com medo de futuras represálias a partir do momento que fossem presos, em razão do seu envolvimento com a FDN e a fama de violência e frieza com a qual planeja, determina e executa a morte de concorrentes.

Estando à frente das investigações na época, a testemunha confirmou que tanto Messias Maia Sodré quanto Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, confessaram participação no assassinato de Oscar, mas que hoje buscam formas de negar a participação na execução, mesmo diante das provas.

No depoimento, Martins afirmou que a motivação do crime seria vingança, uma vez que “João Branco” atribuía a culpa do sequestro e estupro de sua mulher a policiais a mando do delegado assassinado.

O delegado ainda reafirmou que foi Mario Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, quem cedeu os veículos usados no dia do crime e entregou um dos carros a “Marcos Pará”, que veio para o julgamento de hoje da penitenciária de Mossoró (RN), junto com Diego Bruno de Souza Moldes.

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