
Seap vai estudar novo formato para permanência de crianças em cadeias do Estado, durante o horário de visita, após estupro a menina de 8 anos no Centro de Detenção Provisória Masculino. Foto: Arquivo
A Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) vai analisar novas condições para ida e visita de crianças a parente e familiares nas cadeias do Estado.
Em nota divulgada, a Seap volta a se pronunciar após o estupro de uma garota de 8 anos dentro do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), durante visita na última sexta-feira (28).
Nesta segunda-feira (31), seria instaurado um procedimento para apurar se houve negligência por parte dos servidores que trabalham na unidade prisional durante o ocorrido.
A vítima foi estuprada por Honilson Félix de Abreu, 22, no pavilhão 5, dentro de um banheiro. A menina e a mãe dela haviam ido visitar o pai. O preso, que confessou o abuso e foi indiciado, em flagrante, era conhecido da família da vítima.
Em nota, a Seap disse que o preso deve ser transferido para outra cadeia, mas não divulgou o local e a data. O caso está sendo investigado também pela Delegacia Especializada em Proteção a Crianças e Adolescentes (Depca). Honilson cumpre pena por roubo desde 2014.
“O Estado vai promover a apuração administrativa para que sejam avaliadas formas e mecanismos para evitar que o episódio aconteça novamente. Os procedimentos e projetos serão discutidos pelos setores jurídicos, operacionais e sociais da Seap nos próximos dias. As mudanças serão anunciadas quando forem definidas”, informa a nota.
A secretaria afirmou que “a necessidade de manter vigilância sob a criança é de responsabilidade dos pais”, mas que agentes penitenciários acompanham a movimentação de visitas.
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