26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ministro da Justiça mantém Força Nacional no AM e avalia ajuda humanitária a índios venezuelanos

Publicado em 09 de julho, 2017

Ministro da Justiça e Segurança, Torquato Jardim, visitou Centro de Acolhimento aos Imigrantes no Coroado, que recebeu grupo de índios Warao. Foto: Valdo Leão/ Secom

Em visita a Manaus neste fim de semana, o ministro da Justiça e Segurança, Torquato Jardim, fez dois anúncios importantes neste sábado (8): a permanência da Força Nacional do Amazonas para reforçar a segurança nas áreas dos presídios, e a garantia de ajuda humanitária aos refugiados venezuelanos.

As informações foram confirmadas em encontro com o governador David Almeida e a cúpula da Segurança Pública, com o secretário de Segurança, Sérgio Fontes; o comandante-geral da PM, David Brandão; e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Fernando Paiva Pires Júnior.

Em breve visita ao Centro de Acolhimento aos Imigrantes no bairro do Coroado, zona Leste, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, elogiou a forma com a qual o Governo do Estado do Amazonas vem prestando auxílio aos indígenas da etnia Warao, que fugiram da Venezuela e buscaram abrigo no Amazonas.

“O que vi aqui (Manaus) é excepcional. As instalações, o redário, a qualidade da comida, a limpeza das instalações, tanto no coletivo quanto no quarto das lideranças. O Governo do Amazonas até manteve o traço cultural fundamental que é a hierarquia. Está clara e reconhecida a liderança que tem seu quarto em separado. Isso é um traço cultural muito importante”, enfatizou Jardim.

A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) informou que o Governo do Amazonas vem investindo a quantia de R$ 2,7 milhões na assistência aos imigrantes, além de gastar R$ 900 mil só na alimentação dos refugiados. Os imigrantes também recebem auxílio com saúde, educação e assistência social. O amparo conta com uma parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Manaus.

“Nós fazemos um plantão diário na rodoviária de Manaus para cadastrar os indígenas que chegam e a partir daí, eles são encaminhados para cá (Centro de Acolhimento). Aqui no acolhimento, exclusivamente sob a responsabilidade do Governo do Estado, eles (imigrantes) são atendidos com três refeições diárias, possuem grupos de trabalho para produção do artesanato. Além disso, a Secretaria Municipal de Educação trabalha no diagnóstico das crianças para fazer a inclusão delas nas escolas e os indígenas abrigados também recebem atendimento médico duas vezes por semana”, enumerou a secretária.

Avaliação

O ministro Torquato Jardim informou que o Governo Federal ainda avalia medidas que venham solucionar a situação que ainda é muito crítica. Ele disse que o Governo vem analisando a questão humanitária que envolve os refugiados, mas que deve haver equilíbrio entre o permanente e o transitório.

“A circunstância humanitária é inequívoca. A dignidade humana é fundamento do Estado brasileiro. Está sendo feito tudo o que é possível, mas existem vários desafios. Faremos tudo o que for necessário para abrigar os imigrantes, mas queremos que isso seja transitório”, declarou o ministro.

Atualmente, 497 indígenas venezuelanos estão alojados no Centro de Acolhimento aos Imigrantes, entre eles Evelio Mariano, que fugiu da Venezuela devido à crise política e social de seu país natal. “Aqui temos teto, temos médico, temos comida e escolas para os nossos filhos. O que conseguimos aqui, não tivemos na Venezuela. Quero morar aqui com a minha família por muito tempo”, declarou Mariano.

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