
Animais foram deixados perto da lixeira em feira do Coroado. Moradores e feirantes encontraram os sacos. Foto: Agnaldo Oliveira/ Semsa
Um dos 14 animais encontrados mortos e congelados numa lixeira na Feira do Coroado, na zona Leste, tinha um microchip de identificação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
As informações de contato de um possível proprietário do animal já foram repassada à Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), que investiga o caso. A suspeita é que os bichos sejam de uma clínica veterinária.
Os 8 cães e 6 gatos foram encontrados mortos por feirantes na quinta-feira (6). Boa parte dos animais tinham no corpo resíduos de materiais médicos hospitalares como esparadrapos nas patas. Profissionais do CCZ, que foram ao local recolher as carcaças para necropsia, desconfiaram de descarte indevido dos animais feito por clínicas veterinárias.
Dos 14 animais mortos, uma cadela possuía um michrochip, que indicava que ela havia sido castrada no CCZ. Nos registros, o telefone do proprietário está desatualizado, mas os demais dados como nome e CPF já foram repassados para a Dema.
Segundo o diretor do CCZ, Jonatha Calheiros, os animais devem passar por uma necropsia e depois devem ter o caminho correto. A necropsia leva até 3 dias, para a identificação das causas da morte, e depois uma empresa recolhe os bichos para incinerá-los. A CCZ irá emitir relatório técnico e, posteriormente, um laudo.
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explicou que carcaças de animais não podem ser descartadas como lixo comum por apresentarem riscos à saúde da população e que o procedimento correto é a incineração.
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