
Prefeito fez nova reunião com representantes dos sindicatos para evitar nova greve no transporte público. Foto: Alex Pazuello/ Semcom
O prefeito Arthur Virgílio Neto mediou mais uma rodada de diálogo entre representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), resultando na assinatura de um documento de comum acordo entre as partes, que retira o impasse sobre o dissídio salarial do âmbito de empregadores e patrões, encaminhando-o à Justiça.
A reunião foi realizada por quase 3 horas nesta segunda-feira (26) e foi convocada pelo prefeito Arthur como medida para garantir a saída dos ônibus das garagens para as ruas, acabando com o prejuízo da população sem transporte público ainda nesta segunda-feira e pelos dias seguintes.
“O patronal concedeu o comum acordo e agora passa a tramitar na Justiça do Trabalho. O importante é Manaus não parar. Nós temos feito o possível para profissionalizar o setor e torná-lo forte. Agora, cabe a cada uma das partes cumprir com seu dever. Manaus precisa ter mantido o sagrado direito de ir e vir de seus habitantes”, disse o prefeito.
Para o presidente do sindicato dos rodoviários, Gilvancir de Oliveira, a reunião foi positiva, uma vez que o resultado deixa para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AM) a decisão sobre o valor do reajuste do dissídio a que a categoria tem direito.
“Quero agradecer ao prefeito Arthur pela mediação, que resultou no comum acordo entre as partes. Esse documento jurídico vai legalizar o julgamento do dissídio coletivo, garantindo assim pagamento retroativo, caso o julgamento demore. Era só isso que a categoria queria”, explicou Gilvancir.
O dissídio coletivo 2017/2018 será decidido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Já há uma audiência marcada para o dia 27 de julho na corte. O consenso aconteceu na reunião, com o compromisso do Sindicato dos Rodoviários de não realizar mais paralisações no sistema.
De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, a entidade entendia que a questão poderia ser resolvida extrajudicialmente, porém não foi aceito pelo rodoviários.
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