
Com informações de uma testemunha ocular, polícia chegou a uma lista com seis nomes, mas em diligências até o momento só três tiveram a identificação feita por imagens. Eles estão foragidos. Foto: Reprodução
Três suspeitos estão sendo procurados pela polícia suspeitos do assassinato do soldado da Polícia Militar Paulo Sérgio Portilho, encontrado morto na invasão Buritizal Verde, também chamada de Vovó Maroca, na Zona Norte.
Foragidos, os homens foram identificados como Marcos Neves Serra, 19, e outros dois com os apelidos de “Tá bandido” e “Índio”. Segundo o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Juan Valério, com o depoimento de uma testemunha ocular do assassinato foi possível chegar a uma lista de seis nomes.
“Como já tínhamos um levantamento feito pela polícia de fotos de possíveis autores do crime, a testemunha fez o reconhecimento e estamos em diligências atrás dos foragidos”, disse Valério. O delegado acrescentou que a testemunha está sob proteção. Os outros três só tem as alcunhas, sem identificação, até o momento, por imagens.
Crime
A partir de investigações em campo e do testemunho, o delegado contou que o PM, que estava desaparecido desde a última sexta-feira, foi morto quando foi à invasão para obter informações sobre compra de terrenos. “Ele estava com uma blusa que tinha o brasão da PM. Portilho foi rendido e cruelmente assassinado. Ele não estava de serviço”. No corpo foram desferidos 13 golpes de faca e o mesmo foi enterrado em pé, um tipo de assinatura para execuções.
O local foi encontrado por uma cadela do canil da PM. Ao lado do corpo, a polícia ainda achou um gato morto, que teria sido posto no local para disfarçar o cheiro. Na casa onde estava Marcos Neves Serra foi localizado o revólver calibre 38 do soldado, também enterrado e com a numeração suprimida.
Na residência foi presa Joana Priscila dos Santos Cavalcante, por porte ilegal de arma de uso restrito. Ela foi levada à DEHS. Na casa ainda havia porção de drogas. Para o delegado, Joana não participou do crime, mas deu cobertura para o criminoso. As investigações irão continuar para encontrar os outros 3 suspeitos.
Informações sobre os três foragidos podem ser passadas ao Disque-Denúncias da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), ligando no 181.
Desaparecido
O soldado Paulo Sérgio Portilho despareceu no dia 26 de maio, após sair de casa para o trabalho de segurança em uma pizzaria. Após denúncia de uma testemunha, a polícia foi à invasão e achou o o corpo do policial enterrado. Lopo após o corpo ser encontrado, um incêndio atingiu dezenas de barracos da invasão. Os moradores denunciam que policiais iniciaram as chamas, já a PM apontou que traficantes que residem na área tocaram fogo nos barracos por represália após a denúncia de que o corpo de Portilho estava no local.
O incêndio será investigado pela Polícia Civil do Amazonas, em inquérito devidamente instruído. O delegado geral da PC, Frederico Mendes, afirmou que o incêndio será apurado e uma portaria foi instaurada para apurar os fatos. Ele garantiu que as policias Civil e Militar não tem nada a esconder e que se for um incêndio criminoso, o autor será procurado. Uma perícia será realizada no local para elucidar como o sinistro ocorreu e o caso deve ficar no Distrito Integrado da área, no caso o 15º.
Para o delegado, é prematuro levantar suspeitas de incêndio criminoso e que é preciso apurar os fatos antes. Moradores da invasão disseram suspeitar que o fogo foi provocado pela polícia em represália a morte do soldado. Mas também existe a situação do incêndio ter sido provocado por traficantes da área.
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