Manaus vive noite de caos. Nesta quinta-feira (23/02), quatro ônibus foram incendiados e houve outras duas tentativas em diversas zonas da cidade. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) decidiu recolher a frota. As escolas resolveram liberar os alunos mais cedo, criando uma demanda inesperada fora do horário, quando os coletivos já estavam sendo retirados. As paradas ficaram lotadas e as avenidas Djalma Batista, Constantino Nery e Getúlio Vargas foram interditadas pelos usuários.
De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, dois ônibus articulados da empresa Eucatur foram incendiados no Igarapé do Passarinho, na zona Norte; um ônibus da empresa São Pedro foi incendiado na Vila Marinho, por duas pessoas armadas que conseguiram fugir; e outro ônibus foi incendiado no bairro Redenção por um suspeito que foi preso. Um ônibus da Global Green foi incendiado na noite de quarta-feira.
Fernando Borges disse que os ônibus foram retirados de circulação porque os motoristas estão com receio de ficar nas ruas. O Sinetram informou que a frota circula normalmente nesta sexta-feira (24.02).
Transporte alternativo
Como medida emergencial, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) liberou, desde as 21h, os ônibus alternativos e executivos para circular em todas as áreas da cidade.
Segundo a SMTU, estão sendo tomadas providências para apurar as responsabilidades dos empresários, que ordenaram a retirada dos ônibus das ruas, contrariando os interesses da população.
Na nota, a Prefeitura de Manaus lamentou os episódios ocorridos esta noite e se solidarizou com os usuários de ônibus e disse que durante esses episódios havia poucas viaturas circulando na cidade e o único que justificaria a concentração delas não passou de um “batidão” de presos na Cadeia Pública Vidal Pessoa, segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
“Espera-se que o Governo do Amazonas retome o controle da segurança pública. O manauara não merece que o descalabro na segurança permita que o banho de sangue ocorrido nos presídios extrapole para as ruas”, diz a nota.
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