Cerca de 70% da frota de ônibus de Manaus deixou de circular na manhã desta terça-feira (21/02), com a paralisação dos rodoviários, prejudicando cerca de 300 mil usuários do sistema de transporte coletivo. Os rodoviários reivindicam o pagamento do dissídio e da quinzena, que deveria ter sido pago na segunda-feira (20/02).
Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), informou que aproximadamente 400 veículos dos 1.350 que operam diariamente circulou nas primeiras horas da manhã desta terça feira, o que corresponde a 30% da frota. Segundo a nota, a prefeitura não foi comunicada previamente sobre a paralisação e também desconhece autorização judicial para a realização da mesma.
Os microônibus do transporte alternativo, que normalmente atendem apenas a zona Leste, foram liberados para seguirem até o Centro. Por volta das 6h45, alguns veículos articulados foram liberados, após negociação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) com os trabalhadores. Foram priorizadas as linhas troncais, aquelas que vão ao Centro por meio dos principais corredores viários.
A prefeitura informou que desde as primeiras horas da manhã fiscais de transporte da SMTU estão nas garagens e terminais de integração para acompanhar a operação das linhas de ônibus. Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) também montaram postos de serviço na frente das principais empresas de ônibus para monitorar o tráfego nas vias.
O Sinetram informou, por meio de nota à imprensa, que foi pego de surpresa com a paralisação dos rodoviários e que vai acionar a Justiça para que as medidas cabíveis sejam tomadas.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, disse que se não houver um acordo com as empresas de transporte haverá nova paralisação na sexta-feira.
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