Menos de um mês após a rebelião que resultou na morte de 56 presos, os internos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) já portavam celulares, munições, facas e até mesmo um serrote e pulseiras de saída de visitantes. Esse material foi encontrado na manhã deste domingo (22/01), durante procedimento de revista realizado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Foram vistoriados os quatro pavilhões da unidade, onde foram encontrados: 26 celulares, 15 baterias, 19 munições de calibre 80 e uma munição de calibre ponto 40, 8 marteletes artesanais, 1 serrote, 3 alicates, 3 tesouras, 8 facas, 1 estilete, 1 chave de fenda, 6 estoques, 2 chips, 1 cartão de memória, 4 pen drives e 2 pulseiras de saída de visitantes.
A ação contou com um efetivo de 190 servidores da Seap, Umanizzare Gestão Prisional e policiais militares do Comando de Policiamento Especializado (CPE).
O secretário de Estado de Administração Penitenciária, tenente coronel da PM, Cleitman Coelho, explica que o objetivo das revistas é intensificar a fiscalização e a retirada de materiais ilícitos. “Precisamos promover ações como essa para reestabelecer a ordem e disciplina dentro das unidades prisionais. Os objetos que retiramos não são permitidos e nas mãos dos internos se tornam ferramentas para desestabilizar o sistema”.
As revistas no sistema prisional este ano tiveram início no dia 5 de janeiro na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). O regime fechado do Compaj passou pelo procedimento dia 6 e, em seguida, o Instituto Penal Antônio Trindade foi revistado no dia 7. No dia 10 de janeiro o Exército Brasileiro apoiou a Seap e a PMAM na revista do regime semiaberto do Compaj. No dia 12 de janeiro foi a vez do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e as unidades do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) e Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) passaram pela revista no dia 18 de janeiro.