O juiz Adilson Maciel Dantas revogou, no final da tarde desta terça-feira (17/01), a ordem de prisão contra os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus. A decisão foi expedida após o sindicato comunicar o retorno de 100% da frota à normalidade.
Na decisão, o juiz alega que diante desse fato “nenhuma razão há para a permanência do decreto de prisão dos diretores da entidade sindical, na medida em que a finalidade pedagógica foi alcançada, que era ver a população atendida em seu direito inalienável de ter transporte público à disposição.”
A decisão de prisão da diretoria do sindicato atendia ação apresentada pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) e o Procon Amazonas, que pediram ao Tribunal Pleno do Tribunal do Trabalho da 11ª Região a prisão da diretoria da entidade por desobediência à decisão judicial.
O pedido foi feito em função do descumprimento de ordem judicial expedida na segunda-feira (16) que proibia a greve da categoria determinando a circulação de 100% da frota de ônibus. Conforme o despacho do juiz, foi determinada a prisão da diretoria da entidade, citando nominalmente: Givancir de Oliveira Silva, Jaildo de Oliveira Silva; Josildo de Oliveira Silva, Élcio Campos Rêgo, João Batista Rodrigues do Nascimento e Josenildo de Oliveira e Silva.
Fim da greve
De acordo com o assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), Fernando Borges, no fim da tarde o Sindicato dos Rodoviários encaminhou ofício ao Sinetram informando sobre o fim da greve. Apesar do anúncio do fim da greve, os ônibus não saíram das garagens por falta dos colaboradores.
“Recebemos um ofício do sindicato laboral informando o fim da greve e que haviam pedido aos colaboradores que retornassem as atividades, porém, mais cedo, eles mandaram todo mundo embora e as empresas ficaram impedidas de liberar os carros. Desde o início da manhã o Sinetram tenta colocar os ônibus nas ruas e tentar diminuir o prejuízo da população que utiliza o transporte. Esperamos que amanhã (quarta-feira) tudo volte a sua normalidade”, explica Borges.
Por volta de 17h, algumas empresas que ainda tinham colaboradores em suas dependências, conseguiram colocar alguns carros nas ruas. A Via Verde liberou 50 carros, a Açaí Transportes liberou 40 carros e a Expresso Coroado liberou 20 carros. A Eucatur liberou cinco carros, porém os mesmos foram depredados e voltaram para a garagem.