
O adolescente e a mãe da criança foram apresentados à imprensa, nesta segunda-feira (13/06). Foto: Divulgação
O adolescente de 17 anos que mordeu e agrediu um bebê de um ano e quatro meses foi apreendido no início da tarde de domingo (12/06) e confessou os abusos contra a criança. Ele afirmou que estava sob efeito de entorpecentes e que agiu motivado por ciúmes da mãe do bebê, Joycinaira Feitosa Parede, 22, que também foi presa por equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
“Ele teria ficado com ciúmes da jovem com os amigos dela na festa e descontou na vítima. Chegou, inclusive, a introduzir o dedo no ânus do bebê. O adolescente declarou que tapava a boca do menino porque ele gritava muito. Chegou a dizer que não entendia como Joycinaira não acordava com o barulho”, contou a delegada titular da Depca, Juliana Tuma, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (13/06), no auditório da Delegacia Geral, zona Centro-Oeste da capital.
Estado grave
A criança, que foi atendida no Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste (Joãozinho), ainda está hospitalizada. “O bebê está internado em estado grave, sem previsão de alta e corre o risco de ter o pênis amputado em função de laceração peniana. Também apresenta lesões e edemas corporais e fissura na região anal”, esclareceu a titular da Depca.
Suspeita
No domingo (12/06), os policiais civis da Depca foram informados por profissionais que atuam no Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste (Joãozinho) sobre o caso de um bebê que deu entrada na unidade hospitalar com hematomas causados por mordidas e sinais de agressões sexuais. Em seguida o menino foi submetido a exames do Instituto Médico Legal (IML), que confirmaram a violência física.
Juliana Tuma ressaltou que a prisão de Joycinaira ocorreu nas dependências do Joãozinho e o adolescente foi apreendido logo em seguida, na casa da avó dele, situada no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus.
“Mesmo negando ter conhecimento das agressões, a mãe do bebê alegou que estava dormindo e não presenciou o que havia acontecido, mas acreditava que os hematomas tinham sido provocados por uma queda ocorrida há alguns dias. Joycinaira disse que teria saído no último sábado para comemorar o aniversário dela e teria ingerido bebidas alcoólicas. Ao chegar em casa, por volta de 1h, colocou a vítima para dormir entre ela e o namorado. Apenas pela manhã observou o filho urinando sangue e com os hematomas”, relatou Tuma.
Joycinaira foi indiciada por tortura e estupro de vulnerável. A jovem também vai responder por omissão. O adolescente irá responder por ato infracional análogo a tortura e estupro de vulnerável.
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