06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Dez mil produtos apreendidos e depósito clandestino lacrado em operação de combate à sonegação

Publicado em 07 de abril, 2016

sonegaçao operacao

Seis estabelecimentos comerciais foram fiscalizados durante a operação. Foto: Roberto Carlos/Secom.

Aproximadamente 10 mil produtos sem a certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) foram apreendidos e um depósito lacrado, na manhã desta quinta-feira (07/04), durante operação conjunta realizada entre a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) e Instituto Nacional de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM). Foram fiscalizados seis estabelecimentos comerciais na área central de Manaus.

A operação faz parte de uma força-tarefa criada por determinação do Governo do Estado, em dezembro do ano passado, e tem o propósito de coibir o crime de sonegação fiscal, além da entrada e comercialização de produtos clandestinos no comércio local. Em três meses de atuação, aproximadamente R$ 3 milhões de multas foram aplicadas e mais de 40 mil produtos ilegais apreendidos. A Sefaz-AM fiscalizou mais de cem estabelecimentos comerciais e  lacrou quatro empresas.

Os seis estabelecimentos, alvos da força-tarefa, ficam localizados nas ruas Guilherme Moreira, Doutor Moreira, Marcílio Dias e Mundurucus, centro de Manaus. Segundo o diretor-presidente do Ipem-AM, engenheiro Márcio Brito, entre os materiais apreendidos estão carregadores de celular, lanternas, aparelho de DVD, raquetes elétricas, brinquedos, material escolar e produtos têxteis.

“Os eletrônicos estavam com plugues e tomadas fora dos padrões estabelecidos pelo Inmetro. Os brinquedos e material escolar estavam sem o selo de certificação e informações obrigatórias; os produtos têxteis sem as informações obrigatórias como CNPJ, composição do tecido e informações em português. Os seis estabelecimentos foram autuados e tem 100 dias para apresentar defesa junto ao Ipem. As multas podem chegar a R$ 1,5 milhão ”, informou o titular do Ipem-AM.

Márcio Brito informou ainda que o consumidor que se sentir lesado em relação aos produtos fiscalizados pode entrar em contato com a ouvidoria do órgão pelo 0800 092 2020 ou pelo e-mail: [email protected].gov.br

A equipe de fiscalização da Sefaz-AM identificou um depósito clandestino, situado na rua Marcílio Dias, onde foram encontradas mercadorias diversas (bolsas, mochilas, chapéus etc) que totalizaram R$ 240 mil. “Como o estabelecimento comercial não conta com inscrição estadual, ficará lacrado até que os responsáveis procedam a regularização junto ao fisco estadual”, informou o auditor fiscal e coordenador da operação pela Sefaz-AM, Luiz Henrique Ferreira.

Combate aos crimes tributários

O Governo do Amazonas lançou um pacote de medidas para combater a sonegação fiscal e aumentar a receita tributária, em dezembro do ano passado. O pacote visa, sobretudo, melhorar a eficiência da arrecadação e fazer frente aos impactos da crise econômica brasileira. Entre as novas medidas, previstas em portarias, convênios e decreto, está a participação das forças de segurança em ações de fiscalização da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a adoção de novas tecnologias para coibir a sonegação e evasão de receitas, a recuperação de dívidas tributárias e o reforço na fiscalização de contribuintes de grandes segmentos econômicos.

Força-Tarefa nos portos

Além das áreas comerciais o trabalho da Força-Tarefa também se estende aos portos de Manaus, uma das principais entradas de mercadorias no Estado. As mercadorias, oriundas de outros Estados e até de outros países, chegam em embarcações desacobertadas de nota fiscal por via fluvial. A falta do documento fiscal pertinente impede a cobrança dos impostos respectivos, lesando o Estado do Amazonas.

Segundo a coordenadora de ação de Inteligência da SSP-AM, Suely Costa, as investigações apontam que grande parte das mercadorias apreendidas é subfaturada. “É de responsabilidade da Seai buscar as informações sobre a legalidade dos produtos assim como identificar empresas ou pessoas que atuam de forma ilícita. Verificamos que a maior parte de mercadorias que foram alvos da força-tarefa são subfaturadas. Os valores lançados abaixo dos praticados pelo mercado levam a cobrança menor de impostos, ocasionado  prejuízo, não só aos cofres públicos, mas também aos comerciantes que atuam de forma legal e pagam seus impostos corretamente”, destacou.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.