
As imagens de João Branco usadas pela polícia e ao centro a imagem de hoje, com uma camisa da marca Under Armour, grife esportiva que só existe nos EUA, e desfazendo o mito de que fez plástica
O líder da facção criminosa Família do Norte (FDN), que comanda crimes de tráfico de drogas, assaltos e assassinatos no Amazonas e até no exterior, João Pinto Carioca, o João Branco, cruzou hoje (25/02) a fronteira da Venezuela com o Brasil. Ele foi preso por agentes da Polícia Federal (PF), por volta das 11h30, no Município de Pacaraima (RR).
O acusado estava usando documentos falsos e cruzou a fronteira escoltado por dois batedores, Maksoniel Nogueira Braga e Carlos Antônio Oliveira, quando a PF os abordou e prendeu. Os policiais também ficaram surpresos ao constatar que era falsa a informação, fartamente alardeada, de que teria feito plásticos para mudar a aparência do rosto.
João Branco tem mandado de prisão, tanto por sua atividade de liderança na FDN, quanto sob a acusação de mandar matar o delegado Oscar Cardoso, crime ocorrido na tarde do dia 09/03/2014, quando a vítima estava indo com o neto à feira.
Os outros três principais líderes da FDN, Zé Roberto da Compensa, Alan Castimário (Nanico) e Gerson Carnaúba, estão em presídios federais. João Branco, o último em liberdade, estava “operando” o crime em Manaus através do irmão, Manoel Ivani Pinto Carioca, 37, que foi preso dia 18/02. Estão presos seis advogados ligados ao grupo, dezenas de “soldados”, laranjas e até um vereador.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação de 100 acusados de integrar a FDN, com penas que, somadas, chegam a 3 mil anos. O grupo cooptava criminosas na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru para comprar drogas e armas e transportá-las até Manaus, além de fazer pagamentos. Eles tinham também um verdadeiro “tribunal do crime”, onde decidiam sobre as vidas e as mortes dos envolvidos com o crime.

A identidade falsa de João Branco, que queria passar por Jonatas Peres Soares
João Branco está sendo transferido para Manaus e já foram providenciadas as condições legais para o envio dele a um presídio federal, dada a periculosidade que lhe é atribuída, segundo fontes policiais. 