
Bruna está de férias e curtiu muito a visita ao Amazonas, compartilhando fotos como essa, na praia da Ponta Negra, com os amigos do FaceBook
A cineasta paulista Bruna Curcio de Paschoal, 25, que levou um tiro nas nádegas e outro na perna, do segurança Claudionor Souza, da empresa terceirizada Global Services, vai responder por dano ao patrimônio público. A informação é do secretário estadual de Cultura do Amazonas, Robério Braga, que aguarda a conclusão de inquérito da Polícia Civil, sob o comando do delegado Aldeney Góes Alves, do 24º Departamento Integrado de Polícia (DIP).
Bruna estava em companhia do amazonense Gabriel Barros e, segundo depoimento dele, perdeu um agendamento para visitar o teatro e resolveu arriscar a visita noturna. A polícia também trabalha com a hipótese de que os dois tenham tentado realizar uma fantasia sexual no prédio. Gabriel, ao ser levado ao 24º DIP, estava de bermuda e sem camisa. Os dois passaram o dia visitando pontos turísticos da cidade e enviando fotos para as mídias sociais.
“Eles entraram por uma porta que fica fechada e tem uma tranca de ferro, antiga, muito pesada, que abre para fora. São três portas de acesso ao Teatro e essa fica abaixo do nível do palco. A segunda é de vidro e o segurança atirou através dela, que ficou danificada. Vão responder por isso”, disse Robério.
O segurança afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que concedeu o porte da arma com a qual ele disparou, ter avisado o casal para recuar, mas eles continuaram avançando. “Eles estavam com um objeto na mão e, sem boa visão, não deu para identificar se era uma arma”, disse o vigia. Gabriel Barros afirmou, no depoimento prestado no 24º DIP, que o objeto era um celular.
O Teatro Amazonas tem um segurança interno e um externo, trabalhando na madrugada. Não há informação sobre a razão de o segurança externo não aparecer. Robério Braga também não soube informar se a área, que tem um metro de distância, entre a primeira e a segunda porta, está coberta pelo sistema de vigilância eletrônica do prédio.
“O importante é que o sistema todo funcionou. O prédio foi protegido, a ambulância e a polícia chegaram rapidamente e às 6h tinha sobre a minha mesa o relatório da Global Service sobre o ocorrido”, disse o secretário.

O Teatro Amazonas é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), constituindo a principal joia arquitetônica da Belle Époque, o Período Áureo da Borracha
Bruna foi operada para a retirada das balas, no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, e está fora de perigo. Gabriel Barros, depois de prestar depoimento, foi para casa.
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