
Lauro Tavares (esquerda) e o procurador geral de Justiça do Amazonas, Fábio Monteiro, disseram que 30 prefeituras estão sob investigação
O promotor de Justiça Lauro Tavares, coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual do Amazonas (MPE-AM), revelou hoje (11/11) que 30 prefeituras amazonenses estão sob investigação semelhante à que ocorreu em Iranduba. “Não vamos revelar nenhum nome agora para não atrapalhar as investigações, mas o trabalho está adiantado”, disse.
Três dos acusados de envolvimento nas fraudes em Iranduba, Município alvo da Operação Cauxi, ofereceram ajuda ao Ministério Público Estadual (MPE) em troca de benefícios. Os advogados querem pena mais branda e o direito de responder aos processos em liberdade.
O secretário municipal de Infraestrutura de Iranduba, André Queiroz, que não foi localizado ontem (10/11) para cumprimento de mandado de prisão, se entregou hoje. Ele é filho do secretário de Finanças, Davi Queiroz, que está preso.
Queiroz, aliás, teve que ser internado no Pronto-Socorro 18 de Agosto, logo após a prisão, alegando crise de diabetes e hipertensão arterial. “Os delegados que o acompanharam disseram que ele pediu para colocar açúcar no refrigerante, tentando agravar o estado de saúde e ganhar o benefício da prisão especial”, apontou Lauro Tavares. O secretário deixou o hospital hoje e prestou depoimento, com outros 11 acusados de envolvimento em diversos crimes contra o erário irandubense.
Davi Queiroz é apontado como um dos principais responsáveis pela estrutura criminosa montada na Prefeitura de Iranduba. Uma fonte policial revelou ao portal que ele nunca movimentou a conta onde recebe os salários de secretário, R$ 4,5 mil mensais, mas tem mansão e carros de luxo em Manaus.
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