06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Servidores do TRT entram em greve por tempo indeterminado por reajuste salarial

Publicado em 18 de junho, 2015

Desde 2009 sem reajuste salarial, os  servidores da Justiça do Trabalho paralisaram suas atividades nesta quinta-feira (18/06) em Manaus, por tempo indeterminado.

A greve tem o objetivo de fortalecer o movimento nacional que já atinge mais de 20 estados na luta pela aprovação do PLC 28/2015, que atualiza o Plano de Cargos e Salários dos trabalhadores do Poder Judiciário da União, defasado há seis anos.

“O projeto, que já passou pela Câmara dos Deputados, deveria ter sido votado na última quarta-feira (10) no Senado, mas, por uma manobra do governo, foi retirado da pauta e empurrado para o dia 30 de junho. Não podemos mais aceitar isso, pois já esperamos demais”, argumenta o presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho no Amazonas e Roraima (SitraAM/RR), Luis Claudio Corrêa.

Ele informou que uma portaria da presidência do TRT  definiu um perpercentual de 50% de servidores para continuar o atendimento ao público, mas o sindicato vai recorrer para que seja de apenas 30% dos serviços essenciais, como manda a lei de greve.

TRT

Meta do movimento grevista é alcançar até 70% de paralisação. Foto: Divulgação.

Ainda conforme o sindicato, a paralisação, que atinge  principalmente a área de atendimento nas varas do trabalho e setor de reclamação, começou com uma adesão bastante satisfatória e deve continuar crescendo nos próximos dias.

“A portaria fala em 50%, mas vamos lutar para alcançar até 70%. Afinal, não dá para ouvir a queixa de um reclamante sabendo que ninguém está ouvindo a sua. Não tem como se trabalhar numa conciliação quando se está vivendo um verdadeiro litígio”, argumenta o vice presidente,  Alan Farias.

Já o servidor Carlos Louzada,  da 14a Vara do Trabalho, diz que “é uma  vergonha a casa que visa atender aos direitos dos trabalhadores não conseguir defender os pleitos dos seus próprios servidores” e informa que em seu setor todas as audiências foram suspensas. “Só vamos atender se for algum acordo.  Fora isso estamos parados”.

O PLC 28/2015 prevê uma correção média de 59,49% no salário dos servidores, que deveriam ser pagos em seis parcelas entre julho de 2015 e dezembro de 2017.

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