A Assembleia Geral (AG) dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para deliberar sobre a deflagração da greve da categoria será retomada nesta terça-feira (09/06), às 14h, no Auditório Eulálio Chaves, no Setor Sul do Campus. A Assembleia foi suspensa no último dia 26 de maio por divergência quanto ao cômputo dos votos dos docentes de Benjamin Constant, Coari, Humaitá e Parintins, que realizaram assembleias e remeteram os votos para contabilização na AG em Manaus.
Naquela ocasião, o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), professor José Alcimar Oliveira defendeu a manutenção dos votos dos professores lotados nas unidades acadêmicas fora da sede, ressaltando que “tratam-se de docentes da mesma instituição e com os mesmos direitos” e que a seção sindical estudaria medidas para o acolhimento dos votos dos docentes dos demais campi da Ufam.
“Se os professores da Ufam deliberarem, em maioria, pela greve, não será a primeira. Se contra, não significa cancelamento da luta. Porque a luta continua, e quem luta nunca estará na periferia nem periférico é, estará sempre no centro da história. A luta coletiva é dura, desigual, tendo que enfrentar argumentos desonestos, a mentira, a desinformação, a fabricação de fatos, a manipulação”, diz trecho de nota publicada pela diretoria da Adua no início deste mês, alertando sobre os desafios que a categoria deverá enfrentar na atual conjuntura.
Assim como na última AG, todos os professores da universidade, sindicalizados ou não, terão direito à voz e ao voto. Para assinar a lista de presença e receber o cartão de votação os docentes deverão apresentar documento de identificação funcional (crachá ou comprovante de rendimentos mais documento oficial com foto). A lista de presença será recolhida uma hora após o início da Assembleia.
Indicativo
No dia 14 de maio os docentes já haviam aprovado, com 67 votos favoráveis, o indicativo de greve.
Em âmbito nacional, a categoria está em greve desde o dia 28 de maio – com 24 universidades já tendo deflagrado movimento paredista – assim como os técnicos da Ufam, que estão com as atividades paralisadas desde aquele dia.
Os docentes lutam contra a profunda precarização da educação, em particular nas Instituições Federais de Ensino e o descaso do Ministério da Educação em negociar a pauta definida pela categoria, protocolada por diversas vezes, inclusive no início deste ano.
Os principais pontos da pauta de reivindicação são a defesa do caráter público da universidade; melhores condições de trabalho; garantia de autonomia; a reestruturação da carreira; e a valorização salarial de ativos e aposentados. “Diante das ameaças do governo às instituições Federais de Ensino Público, haja vista o corte orçamentário de quase R$ 10 bilhões subtraídos da educação pública, nossa alternativa é lutar ou lutar!”, disse presidente da Adua, José Alcimar.
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