Na próxima quarta-feira (04/02), a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (Comdec-CMM) realiza uma reunião ampla em busca de uma solução para o caso dos compradores que foram lesados na compra de lotes em um conjunto residencial, no bairro Tarumã, na Zona Oeste.
Devem participar da reunião órgãos do governo e da polícia, alé do advogado Edson Machado e de seu cliente, o empresário Paulo Lima de Souza Schawarcz, que é acusado de estelionato e de violar os direitos do consumidor ao vender um mesmo lote de terra para várias pessoas.
“Será uma reunião de conciliação. Se o Paulo ou seus representantes não aparecerem para apresentar uma solução, vamos acionar a Justiça para resolver a questão”, afirmou o presidente da Comdec-CMM, vereador Álvaro Campelo (PP).
Na quinta-feira (26/02), o parlamentar comandou uma reunião com os moradores lesados e os representantes do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). Além do MPE e da DPE-AM, a próxima reunião contará com a presença de representantes da Delegacia do Consumidor (Decon), da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) e da Secretaria Municipal de Finanças (Semef).
Compradores lesados
O terreno dos lotes vendidos de forma irregular, no bairro Tarumã, pertence ao empresário Michael Schawarcz, porém a comercialização era realizada pelo filho dele, Paulo Lima de Souza Schawarcz. Além de envolvimento com estelionato, por vender um mesmo terreno para várias pessoas, Paulo Schawarcz é acusado também de violar os direitos do consumidor por não entregar aos compradores os lotes vendidos.
Segundo Álvaro Campelo, há pessoas que chegaram a desembolsar mais de R$ 50 mil para realizar o sonho da casa própria, mas foram enganadas e viram esse sonho virar um pesadelo. Pelo menos 56 pessoas alegam quem foram enganadas por Paulo Schawarcz.
De acordo com o industriário, Haroldo Fonseca, 34, além de venda de terrenos para a mesma pessoa, o empresário ainda não entregou os lotes dos consumidores que já quitaram o seu pagamento. “Vamos lutar até o fim para resolver essa questão que prejudicou várias pessoas”, declarou o industriário.
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