A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, nesta quinta-feira (20/11), a Operação Plateias. O objetivo é desarticular uma organização criminosa formada por lobistas e agentes públicos que teriam desviado verba pública e direcionado licitações. O prejuízo aos cofres públicos do Estado de Rondônia, de acordo com PF ultrapassa, R$ 57 milhões.

No Amazonas, três mandados foram cumpridos contra suspeitos de envolvimento em desvio de verba pública
No Amazonas três mandados foram cumpridos contra suspeitos de envolvimento no caso. Considerada a maior operação nos últimos anos em número de mandados, a PF utilizou cerca de 300 policiais federais em cumprimento a 193 mandados judiciais: 163 pessoas foram conduzidas coercitivamente, 26 buscas e 4 prisões temporárias. Além do Amazonas, os mandados abrangeram os estados de Rondônia, Acre, Bahia, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, além do Distrito Federal. Uma das conduções coercitivas ocorre na Espanha.
Iniciada em 2012, a investigação apurou que empresas interessadas em participar de processos licitatórios do Governo de Rondônia precisavam doar financeiramente formal ou informalmente para campanhas eleitorais. A licitação era direcionada para ser vencida pelas empresas que faziam parte do esquema criminoso. Em alguns casos, havia dispensa de concorrência pública.
Também foram verificados pagamentos indevidos a agentes públicos. Foi criado um “fundo de propina” que chegava a movimentar cerca de R$ 2 milhões por mês.
Foram encontradas irregularidades em contratos das oito secretarias estaduais: Saúde, Justiça, Educação, Desenvolvimento Ambiental, Agricultura, Desenvolvimento Ambiental, Assistência Social, Obras e Serviços Públicos, além da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD). Os contratos sob suspeita superam R$ 290 milhões.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraudes à licitações, concussão e corrupção ativa e passiva.
Com informações da Polícia Federal
Veja mais notícias em Geral