O professor Joressi Madjar Kulina, 44, da etnia madija kulina, foi assassinado por um grupo formado por cinco adolescentes e um menino de sete ano, na margem do Rio Juruá, nos arredores da cidade. Todo os acusados foram apreendidos por volta das 17h de segunda-feira (25/08), por policiais da 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), do município de Juruá.
Conforme as investigações, o crime teria ocorrido nas proximidades de um campo de futebol, onde os adolescentes residem, na margem do Rio Juruá. O professor Joressi voltava para sua casa de um curso de capacitação do qual participava na cidade de Juruá – ele lecionava para os próprios jovens que o assassinaram -, na terra indígena “Lago do Ualá”, na escola denominada na língua deles de “DsoDso Riride”. A aldeia fica a 14 horas de distância da sede do município, via fluvial.
Ao passar pelo local onde os adolescentes e o menino estavam, o professor percebeu que o grupo estava consumindo bebida alcoólica. “Ele se indignou com a atitude deles e revoltado os repeliu, inclusive quebrando uma das garrafas de bebida e jogando fora. Os jovens se irritaram com o gesto do professor e o arrastaram para a margem do rio, onde o golpearam com várias facadas”, informou o delegado titular, Daniel Trindade. Depois de cometer o homicídio, os menores despiram a vítima e jogaram o corpo no rio.
A polícia chegou até ao grupo após a denúncia feita pela avó de um dos menores de 13 anos na Delegacia. Ela disse que o adolescente chegou em casa e contou o que aconteceu. Os policiais foram até a residência do menor, que informou a localização dos outros garotos e o local onde aconteceu o homicídio. Os policiais civis, durante a diligência ao local do crime, encontraram muito sangue na área, as roupas da vítima e as facas usadas para cometer o homicídio.
Os adolescentes apreendidos tem as iniciais J.F.S.M.K, 17, N.M.K, 13, T.M.K, 13, A.M.K, 14, A.M.K, 13, além de um menino de apenas 7 anos, que também desferiu golpes na vítima. Os adolescentes estão apreendidos na unidade policial do município de Juruá à disposição do Ministério Público. O menino de 7 anos prestou esclarecimentos, foi liberado e está sob a custódia dos pais.
O Delegado Daniel Trindade informou ainda que fez a comunicação da apreensão dos menores à Justiça, já pediu ao Poder Judiciário a internação deles e aguarda o posicionamento do órgão ministerial.
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