05/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Proprietária de prédio que funciona como escola municipal tranca a porta com cadeado após seis meses sem receber aluguel

Publicado em 26 de março, 2014

Os alunos do Centro Municipal de Ensino Infantil (CMEI) Mário Lago, localizado na avenida G, Conjunto Osvaldo Frota, bairro Cidade Nova I, encontraram as portas da escola fechadas a cadeado, na manhã desta quarta-feira (26/03). A proprietária do imóvel, Mara Santos, disse que decidiu impedir a entrada de alunos e professores porque a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não paga o aluguel há seis meses.

Os portões da escola foram fechados com cadeado. Foto: José Rodrigues.

Os portões da escola foram fechados com cadeado. Foto: José Rodrigues.

Segundo o secretário municipal de educação, Humberto Michiles, o pagamento está atrasado porque a proprietária não apresentou a certidão de quitação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), junto à Caixa Econômica Federal, da empresa proprietária do local. E que a dona do imóvel não fez reformas exigidas pela Prefeitura, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE).

O caso repercutiu na Câmara Municipal. O vereador Massami Miki, que acompanha o caso, disse que a Semed exigiu que a proprietária fizesse uma reforma, em prazo de 15 dias, e o início do ano letivo foi atrasado por esse período. A obra foi concluída em 10 dias, com a promessa de que os alugueis atrasados seriam pagos em seguida, o que não ocorreu.

A certidão da Caixa, exigência de Michiles para efetuar o pagamento, que “já está empenhado”, venceu há apenas dois dias, assegura Massami.

O prédio onde funciona a escola precisou passar por reforma. Foto: José Rodrigues

O prédio onde funciona a escola precisou passar por reforma. Foto: José Rodrigues

O prédio onde funciona o CMEI Mário Lago é alugado para a Prefeitura desde 2008. “O (prefeito) Serafim (Corrêa) atrasava meses. Durante a gestão do Amazonino praticamente não recebi o aluguel. Agora, o atraso chega a seis meses”, queixa-se a proprietária. “Já pedi o prédio de volta”, enfatiza.

“Temos mais de 173 prédios alugados, que funcionam como escola. Vamos construir dez este ano, 30 a 40 ano que vem e mais 30 a 40 em 2016. Há muitos problemas com esses prédios”, garante Humberto Michiles, que assumiu o cargo em janeiro deste ano, com a saída do então titular, deputado federal Pauderney Avelino (DEM).

O secretário prometeu solução “o mais breve possível” para o problema, que está deixando 700 crianças sem escola. “O prédio está na posse da Prefeitura, por contrato de locação, e a proprietária não pode simplesmente meter o cadeado e deixar as crianças sem aula. Estou encaminhando o caso para a Procuradoria Geral do Município (PGE)”, disse. A PGE é o braço jurídico da Prefeitura.

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