Um grupo de 600 presos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) se recusou a voltar para as celas, no começo da tarde de hoje (03/02), depois que os condenados Adailton Farias da Silva e Carlos Omar Palheta de Sales foram transferidos para o regime fechado do local, onde o presídio está localizado, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Os dois são considerados “xerifes” de cadeia. O princípio de rebelião durou meia hora.
A Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejus), responsável pela administração dos presídios, acionou de imediato homens do Comando de Operações Especiais (COE), o Batalhão de Choque e as Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), que cercaram o Ipat. Os presos, ao perceberem a ação policial, trataram de voltar às celas. Os policiais entraram e passaram os cadeados, conforme a rotina. “Ninguém fugiu”, garante o secretário estadual de Justiça e Cidadania, coronel PM Louismar Bonates.

O Ipat foi palco da maior fuga do Brasil, no dia 9 de julho de 2013, quando 176 presos conseguiram se evadir
Os presos estavam no banho de sol e chegaram a exigir que os dois recém-chegados fossem retirados do Compaj. “Mudamos o procedimento e quem for condenado desce para o regime fechado de imediato”, disse Bonates.
A ação da polícia foi acompanhada pelo vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM), Josemar Berçot Rodrigues.
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