Nesta quarta (27/11), a 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgará a doméstica Daiana Pires dos Santos, acusada de cortar com uma lâmina a barriga de uma grávida de nove meses para roubar-lhe o bebê. O crime ocorreu no dia 25 de setembro de 2012, por volta das 9h, em uma casa localizada na avenida Solimões, no bairro Industrial I, e a vítima foi a gestante Odete Barreto.
O julgamento vai ser presidido pelo juiz titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony, e está previsto para inciar às 08h. A sessão vai ser realizada no Plenário do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro de São Francisco, Zona Centro-Sul de Manaus.
Daiana Pires dos Santos será julgada por tentativa de homicídio e terá como defensor, o advogado Francisco Nonato Boary. O Ministério Público arrolou, por meio do promotor Rogério Marques, as testemunhas Odete Pego Barreto (vítima), Fátima Lira de Oliveira, Nilda Dolzane da Silva e Maria Nelliane da Rocha.
Denúncia
De acordo com denúncia do Ministério Público, no dia 25 de setembro de 2012, por volta das 9h, em uma casa localizada na avenida Solimões, no bairro Industrial I, a gestante Odete Barreto encontrava-se de costas para Daiana quando esta a surpreendeu batendo em sua cabeça com uma tábua de cortar carne, o que a fez desmaiar imediatamente.
Em seguida, Daiana cortou a barriga de Odete, que estava grávida de nove meses, com uma lâmina para roubar o bebê. “A acusada removeu a placenta e o cordão umbilical, cortando-os com a lâmina, para em seguida subtrair a criança para si, momento em que o bebê também foi lesionado pela lâmina”, conforme trecho da denúncia.
Em outro trecho, o MP informa que Odete estava caída no chão da cozinha, sofrendo intenso sangramento, com as vísceras expostas e em estado de choque, e a acusada não prestou socorro. A doméstica a cobriu com um papelão “na esperança de que ela morresse e depois enterrá-la em um buraco no quintal da casa, para garantir a ocultação do assassinato”. Mãe e filho sobreviveram. Daiana encontra-se presa, aguardando julgamento.
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